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Caldeira Cabral: Governo quer reforçar apoios às start-ups e centros tecnológicos

Manuel Caldeira Cabral esteve esta quarta-feira no Porto onde salientou que o Executivo pretende “reforçar os apoios” a start-ups e aos centros tecnológicos.

Bruno Simão
Negócios com Lusa 17 de Fevereiro de 2016 às 15:27
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O ministro da Economia, Manuel Caldeira Cabral, anunciou esta quarta-feira, no Porto, que o Governo pretende "reforçar os apoios" às start-ups e aos centros tecnológicos. A inovação "é uma área em que queremos reforçar os apoios", disse o ministro da Economia aos jornalistas, no âmbito de uma visita ao Parque de Ciência e Tecnologia da Universidade do Porto (UPTEC).

Questionado sobre que tipo de incentivos é que o Governo pretende disponibilizar, o ministro remeteu para quinta-feira, após a reunião plenária da Comissão Permanente de Concertação Social, "o anúncio de novas medidas".


"Queremos colocar mais recursos e mais fundos para o apoio às start-ups e para o apoio aos centros tecnológicos", disse, "mas queremos também contribuir para uma melhor racionalização e para que funcionem melhor estes centros". Manuel Caldeira Cabral referiu que o Ministério está "a trabalhar na parte do capital", quer "trabalhar na parte das estruturas de apoio" e trabalhará também, "com o Ministério da Ciência, com as universidades directamente, que são os grandes agentes desta área" da inovação.


Segundo o ministro, o objectivo do Governo é "dar incentivos para mobilizar o conhecimento português e fazer com que o conhecimento português se torne um factor de competitividade" na indústria portuguesa.

A inovação é uma "área em que somos muito ambiciosos. Não vamos colocar um montante muito elevado de fundos públicos, mas é uma área em que também com montantes na [ordem das] dezenas de milhões se conseguem mobilizar centenas de milhões de fundos comunitários e se consegue fazer uma enorme diferença", sublinhou.

O ministro acrescentou que é "essa diferença" que permitirá "ter um país que crie empregos de maior qualidade, ter um país que consiga crescer e aumentar a produtividade dos seus trabalhadores e não ter um país que ache que a competitividade terá que vir sempre só de baixar os salários e aumentar a precariedade". Esse "é um modelo que rejeitamos completamente", vincou.

Manuel Caldeira Cabral considerou que muitos dos projectos que nascem em start-ups "dependeram nos últimos anos apenas da iniciativa das universidade e do altruísmo de professores universitários, que se dedicaram fortemente" a eles.


Esses projectos "resultaram também do espírito empreendedor e da iniciativa dos alunos e dos jovens de uma geração, que é não só a mais qualificada mas se calhar, arrisco também a dizer, a mais empreendedora que o país já teve", disse.

 

Para o governante, "é preciso é dar gás, dar força a esta nova geração" de empreendedores. "E é isso que na Economia estamos a fazer, numa estreita colaboração com a Ministério da Ciência, para que isto resulte num bom casamento entre empresas, universidades, entre conhecimento e capacidade de inovação, e resulte num empreendedorismo melhor", afirmou.

Manuel Caldeira Cabral considerou que as start-ups têm "um importante papel" na criação de empregos e novos projectos, mas "podem também ter um importante papel em melhorar serviços públicos e melhorar o que o Estado faz".

"A inovação não tem que ficar à porta do Estado, pelo contrário, deve também entrar nos serviços públicos", concluiu.


Governo tem 1.500 milhões para financiar empresas

No passado dia 10 de Fevereiro, em entrevista ao Negócios, o governante com a tutela da Economia revelou que o Governo tem até um total de 1.500 milhões de euros para financiar empresas. Este valor será "distribuído" por quatro linhas de apoio: linha de crédito com garantia mútua, linha para operações de capital reversível, linha para fundos de capital de risco e a linha para "Business Angels".


A linha de crédito com garantia mútua visa a dotação do Fundo de Contragarantia Mútuo com vista à flexibilização das condições de financiamento bancário a pequenas e médias empresas.


A linha para operações de capital reversível é dirigida ao co-financiamento de intermediários financeiros para a realização de operações de capital reversível junto de pequenas e médias empresas.


Já a linha para Fundos de Capital de Risco visa o co-financiamento de Fundos de Capital de Risco com o objectivo de promover a criação e desenvolvimento de empresas em fase de arranque. E a linha para "Business Angels" visa o co-financiamento de entidades veículo de "business angels" com o objectivo de promover a criação e desenvolvimento de empresas em fase de arranque.


Start-up Simplex

O primeiro-ministro anunciou que o governo vai lançar um concurso em Março para os empreendedores apresentarem projectos e aplicações que possam simplificar os procedimentos da administração pública. O programa, denominado "Start up Simplex", iniciará a fase de candidaturas em Março, contando o governo que os projectos seleccionados possam ser executados até maio de 2017, revelou.

 

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