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Estudo: Atrair talento e investimento são os principais desafios para as start-ups

Um estudo sobre a economia digital em Portugal 2016 refere que o valor médio dos investimentos em start-ups nacionais ronda mais de 3,7 milhões de euros. Entre os principais desafios para o futuro está a atracção de talento e investimento.

Bloomberg
Ana Laranjeiro alaranjeiro@negocios.pt 28 de Setembro de 2016 às 21:01
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A APDC realizou o estudo "A Economia Digital em Portugal 2016 – O Estado da Nação" que dedica uma parte ao empreendedorismo digital. O documento começa por salientar que as start-ups nacionais "têm um perfil bastante diverso", existindo um foco no mercado de consumo, no universo das empresas e serviços. Ainda que nos últimos meses se note um foco na indústria, "estando esta área em grande crescimento".

 

Os principais segmentos de aposta das start-ups são o software e soluções analíticas "o que se entende dada a qualidade da formação universitária em Portugal e a quantidade de recursos qualificados existentes".

 

Quanto aos desafios que o ecossistema nacional vai enfrentar no futuro, o estudo destaca como principais a atracção de talento e investimento. "Urge fixar o talento nacional, atrair talento e start-ups de outras nacionalidades e promover formas de financiamento eficazes para o ecossistema português. Algumas respostas a este desafio podem ser encontradas no programa Startup Portugal, que reflecte em 15 medidas" a estratégia do Governo.

 

Sobre a estratégia nacional para o empreendedorismo (Startup Portugal) este estudo acrescenta que "a extensão das medidas que compõem a estratégia da Startup Portugal durante os próximos quatro anos é elucidativa da importância atribuída ao ecossistema de start-ups em Portugal e ao impacto que o seu desenvolvimento poderá ter na economia nacional".

 

Localizadas predominantemente no litoral de Portugal, com destaque para a Grande Lisboa, os autores do estudo notam também que "o empreendedor jovem à saída das universidades começa a ser mais comum".

 

Olhando para a questão do investimento, "as start-ups portuguesas são cada vez mais aliciantes e começam a conseguir captar investimento internacional". Entre os casos de sucesso, a Farfetch – o primeiro unicórnio (com uma avaliação de ou mais de mil milhões de dólares) – e também a Talkdesk, Feedzai e Uniplaces são citados. Estas últimas empresas "estão a afirmar-se de forma sólida e com crescimentos elevados noutros mercados".

 

"O número de start-ups que ultrapassa a barreira de um milhão de dólares de investimento tem crescido ano após ano e a tendência é para continuar a crescer. Importante é, também, o valor médio dos investimentos, que já ronda os 4,2 milhões de dólares [cerca de 3,7 milhões de euros ao câmbio actual]", pode ler-se no estudo.

 

A transformação cultural no país é também salientada no estudo. No passado, Portugal era avesso ao risco, algo que não incentiva o empreendedorismo, mas "nos últimos dez anos assistimos a alguma alteração deste contexto cultural".

 

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