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OCDE: Em Portugal mais de 40% das pessoas trabalha em microempresas

O relatório Entrepreneurship at a Glance 2016 mostra que o emprego por conta própria continua abaixo dos valores pré-crise na maioria dos países. No caso português, os níveis de emprego por conta própria estão abaixo dos valores antes da crise.

Ana Laranjeiro alaranjeiro@negocios.pt 28 de Setembro de 2016 às 13:27
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A Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) publicou esta quarta-feira, 28 de Setembro, o relatório Entrepreneurship at a Glance 2016 (uma visão sobre o empreendedorismo numa tradução livre). O documento, no sumário, salienta que "cerca de metade das empresas com 50 ou mais empregados, e entre 10% a 20% das empresas por conta própria, nas economias do G7, por exemplo, esperam um aumento do emprego nos próximos seis meses".

Este inquérito salienta também a importância da inovação para a criação de postos de trabalho. É relatado que "a proporção de empresas com menos de três anos que esperaram aumentar o emprego no curto prazo é mais elevada do que a proporção de companhias com mais de dez anos de idade [que o antecipam fazer] em quase todos os países".

No capítulo do emprego face ao tamanho da empresa, este relatório associa o crescimento do emprego em alguns países no sector empresarial entre 2008 e 2013 "ao número de empresas activas". "Há variações significativas entre países na distribuição do emprego entre firmas de diferentes tamanhos. A percentagem de pessoas empregadas em microempresas está acima dos 40% em Itália e Portugal e perto dos 60% na Grécia enquanto na Alemanha esta percentagem está em cerca de 19%", pode ler-se no relatório.

Sobre a taxa de natalidade de empresas, a OCDE aponta que as start-ups com funcionários (que não têm apenas o fundador) representam entre 20% a 35% de todas firmas que empregam pessoas na área da OCDE. "Na maioria dos países, esta proporção diminuiu significativamente entre 2006 e 2013", escreve a organização no relatório. "A diminuição da percentagem de start-ups deveu-se sobretudo ao declínio das taxas de natalidade em vez de uma redução das taxas de sobrevivência das empresas nos seus primeiros dois anos de vida". No mundo das start-ups, a taxa de mortalidade é, em geral, muito elevada. As empresas nascem mas, por motivos de várias ordens como falta de financiamento ou o projecto não ter condições para vingar no mercado, podem não sobreviver ao fim dos primeiros anos.

Por outro lado, e em relação à morte de empresas, este relatório da OCDE sublinha que "em geral as mortes e nascimentos tem uma magnitude semelhante". "Contudo, em muitos países as tendências pós-crise nas taxas de mortalidade mantiveram-se amplamente estáveis, enquanto as taxas de natalidade têm uma tendência descendente". No caso português, e de acordo com o gráfico, a taxa de mortalidade de "employer enterprises" (empresas com mais de um funcionário contando que não se trata do dono da firma) entre 2012/2013 estava entre os 10% e os 15%.

Regressando ao tema das start-ups, e sobre a criação de emprego nestas firmas, a OCDE sustenta que o emprego criado por start-ups está entre os 4% e os 15% do total do emprego gerado na maioria dos países. No caso nacional, a percentagem de emprego das start-ups face ao total da economia estava abaixo dos 10% em 2013.

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