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Portugal Ventures bate recorde de empresas e investimento em 2019

A sociedade pública de capital de risco, sem presidente desde a saída de Rita Marques para o Governo, acaba de entrar em seis novas start-ups, terminando o ano com 15,6 milhões de euros investidos em 28 projetos.

As start-ups para o setor do turismo mereceram a maior fatia do investimento em 2019. Vítor Mota
António Larguesa alarguesa@negocios.pt 12 de Dezembro de 2019 às 10:00
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Didimo, Digital Manager Guru, Doppio, LUGGit, Mercadão e Refundit são as mais recentes empresas a entrar no portefólio da Portugal Ventures (PV), elevando para 15,6 milhões de euros o montante investido em 2019 pela capital de risco pública.

 

A poucos dias de fechar um ano que terminará com 28 novas start-ups na lista, a sociedade anunciou esta quinta-feira, 12 de dezembro, a aplicação de 3,7 milhões de euros nestes seis projetos, incluindo uma plataforma para reembolso do IVA e o marketplace que colocou o Pingo Doce a vender online.   

 

Frisando ser o "melhor registo" anual em termos de empresas e montante investido, a PV nota que este crescimento reflete a "resposta dos empreendedores às iniciativas" que lançou e que o reforço da rede de parceiros – Ignition Partner Network (IPN) e Ignition Capital Network (ICN) – foi "determinante" nesta estratégia de regresso ao mercado.

 

Vamos apostar na proximidade e no acompanhamento às empresas em que investimos, exigindo rigor e transparência para alcançar as metas propostas. Rui Ferreira, vice-presidente da Portugal Ventures

 

"O crescimento do portefólio aumenta a nossa responsabilidade, pelo que em 2020 vamos manter uma presença muito ativa no ecossistema. Mas vamos também apostar na proximidade e no acompanhamento que fazemos às empresas em que investimos, exigindo rigor e transparência para alcançar as metas propostas", promete o vice-presidente da PV, Rui Ferreira, que partilha o assento na administração com Pedro de Mello Breyner.

 

A sociedade pública de capital de risco está sem presidente há quase dois meses, desde que o primeiro-ministro, António Costa, escolheu Rita Marques para secretária de Estado do Turismo do novo Executivo. A engenheira eletrotécnica liderava a instituição desde abril de 2018, quando sucedeu a Celso Guedes de Carvalho, não tendo ainda sido apontado um substituto para o cargo.

 

Turismo ganha relevo na carteira

 

Com 12 novas empresas, para um total de 22 no portefólio, o turismo mereceu a maior fatia do dinheiro (5,4 milhões de euros) em 2019, seguido do setor catalogado como "digital" (4,7 milhões de euros), que é o que tem mais peso na carteira atual (33 start-ups). Seguem-se os 29 projetos de engenharia e produção industrial e os 16 no ramo das ciências da vida.

 

É nestes quatro segmentos que a PV foca os seus investimentos, em "seed" ou "early-stage", tendo como critério de partida serem startups portuguesas ou com sede ou atividade no país. Desde 2012, a capital de risco do Estado contabiliza já ter investido 140 milhões de euros em cerca de 110 jovens empresas.


Conheça as seis novas participadas da Portugal Ventures

A sociedade de capital de risco apresenta as seis últimas empresas no portefólio, que resultaram de candidaturas à Call MVP e Call Tourism e em que aplicou um total de 3,7 milhões de euros.

- Didimo: liderada por Verónica Orvalho, a spin-off da Universidade do Porto desenvolve uma tecnologia que permite criar seres humanos digitais de alta-fidelidade em 30 segundos, a partir de uma fotografia ou digitalização para o smartphone. Esta tecnologia traz autenticidade às interações virtuais e tem o objetivo de humanizar as interações digitais. Coinvestimento da Bynd Venture Capital.

- Digital Manager Guru: com sede em Santarém, equipa de gestão brasileira e liderança de André Cruz, é apresentada como uma plataforma simples e poderosa para quem vende ou deseja vender pela internet. Ao interagir com os principais operadores existentes em cada vertical do comércio digital (aquisição, relacionamento, vendas e gestão), os clientes conseguem converter até 500% mais vendas do que um e-commerce tradicional.

- Doppio Games: estúdio especializado em jogos controlados por voz, fundado em 2018 por Jeferson Valadares e Chris Barnes. O seu primeiro título é o thriller de ficção científica The Vortex, enquanto o lançamento mais recente (O Desafio 3%) é uma prequela da série original da Netflix, numa colaboração com a plataforma e a atriz principal, Bianca Comparato. Coinvestimento do Fundo Alexa da Amazon, do Google Assistant Investment Program e da Busy Angels.

- LUGGit: fundada por Ricardo Figueiredo, Diogo Correia, João Pedrosa e Hugo Fonseca, esta plataforma tecnológica, através de uma aplicação móvel (disponível em iOS e Android), permite a quem viaja requisitar em tempo real, uma pessoa para lhe recolher a bagagem, guardá-la e entregá-la no sítio e hora que definir.

- Mercadão: Gonçalo Soares da Costa é o rosto do primeiro marketplace on-demand em Portugal faz entregas em duas horas e acompanha a encomenda em tempo real. Pingo Doce e The Body Shop são dois dos retalhistas de referência presentes neste shopping online, que já expandiu da Grande Lisboa e do Grande Porto para várias capitais de distrito em Portugal. A rapidez de entrega deve-se à tecnologia exclusiva e ao modelo logístico inovador, assente numa grande equipa de personal shoppers.

 

- Refundit: plataforma para reembolso do IVA para cidadãos extra comunitários, simplificando e digitalizando o atual processo, prometendo eliminar o papel e as filas e beneficiar os turistas e os Governos. Este projeto desenvolvido por Ziv Tirosh venceu em janeiro de 2019 a primeira competição de start-ups da Organização Mundial do Turismo das Nações Unidas, que teve a Portugal Ventures no júri. Coinvestimento da Amadeus Ventures.

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