Start-ups Portuguesa Veniam é uma das 50 empresas mais disruptivas para a CNBC

Portuguesa Veniam é uma das 50 empresas mais disruptivas para a CNBC

A start-up fundada no Porto integra a lista das 50 empresas mais disruptivas para o canal norte-americano CNBC. A Veniam está no 28º lugar de uma lista liderada pela Uber.
Portuguesa Veniam é uma das 50 empresas mais disruptivas para a CNBC
Paulo Duarte
Ana Laranjeiro 08 de junho de 2016 às 12:07

A Veniam, uma start-up fundada no Porto e liderada por João Barros (na foto), integra a lista das 50 empresas mais disruptivas elaborada pela estação norte-americana CNBC. A empresa nascida em 2012 ocupa a 28ª posição de uma tabela que é liderada pela Uber. A estação norte-americana explica que na elaboração desta lista procurou entre 15 sectores industriais inovações que estejam a revolucionar a paisagem empresarial. "Estas start-ups com uma visão de futuro identificaram nichos de mercado inexplorados e têm potencial para tornarem-se negócios de milhares de milhões de dólares".

A Veniam é uma empresa, como explicou João Barros, CEO, em entrevista ao Negócios no final de Maio, de "base tecnológica que

cotacao Quisemos sempre manter a engenharia, a investigação e o desenvolvimento em Portugal. João Barros, CEO da Veniam, entrevista ao Negócios em Maio

desenvolve e comercializa tecnologias que permitem tornar os veículos em hotspot [sítio onde está disponível internet] de wi-fi [rede sem fios], ligá-los uns aos outros e ligar à internet". "A partir desta infra-estrutura inovadora, conseguimos oferecer uma série de serviços geridos a partir da 'cloud' [nuvem] que incluem todo o acesso ao wi-fi para passageiros dos mais variados transportes, bem como a recolha de dados, não apenas do veículo mas também das cidades, a partir do nosso dispositivo e de todos os sensores que estão disponíveis em carros e autocarros", acrescentou.


A tecnologia da Veniam tem dois objectivos. O primeiro "é expandir a cobertura de rede e o acesso à internet nas cidades". E o segundo "é utilizar os veículos, não apenas como máquinas que transportam os passageiros do ponto A para o ponto B, mas como sensores móveis capazes de captar grandes quantidades de dados urbanos que podem ser usados para todo o tipo de aplicações do tipo 'smart city'".


João Barros apontou ainda, aquando da entrevista ao Negócios, que a Veniam é um "excelente exemplo de como se pode passar de teoremas matemáticos e algoritmos, ainda bastante abstractos, para um protótipo, um sistema de conceito, um produto e um negócio". A start-up nasceu de uma investigação universitária e "ganhou asas" para um negócio.

Veniam vai "manter o grosso" das operações no país

Em Fevereiro deste ano, a empresa fechou uma ronda de financiamento no total de 25 milhões de dólares (mais de 22 milhões de euros). "Estamos em três países diferentes. Temos uma sede em Silicon Valley para servir o mercado norte-americano. Temos também uma subsidiária em Singapura. Neste momento, temos cerca de 30 pessoas no Porto, seis em Singapura e seis nos Estados Unidos. Estamos já num estado avançado com várias [outras cidades] que iremos anunciar ao longo do ano."

A par da expansão territorial, o crescimento de funcionários é uma das metas. O "objectivo é continuar a ter a engenharia e o grosso das operações em Portugal. Temos equipas que vão para as diversas cidades instalar com os nossos integradores de sistemas conforme necessário".

"Quisemos sempre manter a engenharia, a investigação e o desenvolvimento em Portugal. Decidimos logo, por um lado, porque há uma massa crítica de especialistas nesta área que é muito difícil de encontrar noutros países. Por outro lado, porque temos uma matriz portuguesa, cultural e identitária muito forte o que faz com que seja um local muito natural. Os nossos investidores viram isso com naturalidade e até entusiasmo. Temos tido um fluxo permanente de visitas do estrangeiro que permite também aumentar a visibilidade da incubadora de empresas da Universidade do Porto e também da cidade que hoje é vista internacionalmente como uma 'smart city'", disse ainda na altura.




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