Start-ups Presidente da República diz que a criação de start-ups é uma "aposta do País"

Presidente da República diz que a criação de start-ups é uma "aposta do País"

Marcelo Rebelo de Sousa esteve esta quarta-feira presente no encerramento da conferência Ativar Portugal, uma iniciativa da Microsoft, onde afirmou que o empreendedorismo e a criação de start-ups são uma "aposta do País".
Presidente da República diz que a criação de start-ups é uma "aposta do País"
Bruno Simão/Negócios
Ana Laranjeiro 06 de abril de 2016 às 15:25

Marcelo Rebelo de Sousa, Presidente da República, esteve esta quarta-feira no encerramento da conferência Ativar Portugal, o programa da Microsoft Portugal de apoio a start-ups. No seu discurso o chefe de Estado assinalou que o apoio à criação de start-ups é uma aposta de todo o País.

"O Presidente da República não está sozinho [no evento]. Está com um representante do Governo de Portugal [secretário de Estado da Indústria]. Em Portugal quem governa é o Governo e isso significa que há uma solidariedade entre responsáveis políticos, órgãos de soberania. Os dois poderes do Estado estão presentes para mostrar que é uma aposta nacional. É uma aposta do País", afirmou.

"Qual é a aposta? Chegar a 2020 e ter um ritmo diário de nascimento de start-ups que ultrapasse aquilo que jamais poderíamos ter. Hoje falamos [do nascimento] de cem [start-ups] por dia. Naquela ocasião podemos apontar para quase 200 por dia. Seria um sonho, mas um sonho fundamental e que é realizável", sustentou.

O Presidente da República assinalou também que entre estas empresas e os centros de conhecimento há uma forte ligação. Mesmo nos sectores tradicionais já se verificam "realidades completamente novas", motivadas pelos conhecimentos que muitas destas empresas têm.

Além disso, a criação destas empresas em Portugal pode ser uma forma de motivar os "mais novos a ficarem no País, ou se quiserem, a estarem muito tempo em Portugal". Isto porque o Presidente salientou que, cada vez mais, as populações não vivem sempre no mesmo lugar.

"Isso só é possível se esta revolução silenciosa [criação de start-ups ] continuar o seu curso e depois começar a ser projectada na vida dos outros portugueses", disse. Marcelo Rebelo de Sousa sustentou ainda que é necessário "dar a conhecer esta realidade", nomeadamente dentro do território nacional.

À saída, depois de ter estado em contacto com dezenas de start-ups que marcaram presença no evento, questionado por um jornalista se ia dar conta da "revolução silenciosa" a Mario Draghi, na reunião do Conselho de Estado de amanhã, o Presidente não se alongou.

"A revolução silenciosa existe (...) É uma revolução que mesmo em Portugal não é muito conhecida. É preciso dar a conhecê-la no país, na Europa e no Mundo", afirmou.




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