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Sem dinheiro, start-up de Lady Gaga encerra negócio e vende activos

A Backplane, rede social fundada pela artista, está, segundo a TechCrunch, sem dinheiro e encerrou a actividade. A empresa terá vendido os seus activos a um grupo de investidores que tentarão dar nova vida ao negócio.

Reuters
Ana Laranjeiro alaranjeiro@negocios.pt 12 de Abril de 2016 às 18:08
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A start-up fundada pela cantora norte-americana Lady Gaga terá atravessado um mau momento e fechou a sua actividade, avança o TechCrunch, um órgão de comunicação norte-americano especializado em tecnologia.

A Backplane - uma rede social impulsionada pela cantora norte-americana que permite que pessoas com ideias semelhantes possam estar ligadas pelos seus mútuos interesses – terá ficado sem dinheiro, cessou as suas actividades e vendeu os seus activos a um grupo de anteriores e novos investidores que vão tentar recomeçar a plataforma.

A publicação cita várias fontes, nomeadamente o escritório de advogados e o antigo CEO da empresa. Esta start-up foi fundada em 2011 e o seu legado, avança a mesma publicação, é alertar para os riscos de levantar montantes elevados em rondas nas quais nenhum investidor assume a responsabilidade.

Um ano depois da sua criação, em 2012, a Backplane levantou uma ronda de financiamento de Série A de 12,1 milhões de dólares, junto de alguns dos mais conhecidos fundos de capital de risco de Silicon Valley. Alguns dos investidores desta empresa (além da própria Lady Gaga que já tinha apostado na start-up) foram a Sequoia, a Google Ventures, a Menlo Ventures. Posteriormente, a empresa levantou mais cinco milhões de dólares.

Cerca de três anos depois do "seu nascimento", a start-up dava já sinais de ter falhado em fazer progressos ao nível do produto. Para tentar resolver os problemas, a empresa atravessou um processo de restruturação que incluiu a mudança de CEO e a transformação da plataforma numa aplicação móvel.

Quando os montantes de financiamento se esgotaram, escreve a TechCrunch, os fundos de capital de risco que já tinha apostado na empresa não quiseram colocaram mais verbas na start-up. E a "relutância" dos antigos financiadores e "os maus termos negociais afastaram novos investidores", revela a publicação norte-americana.

"Uma fonte diz que a Backplane entrou em incumprimento com as suas obrigações de empréstimos para com os credores e a [consultora] Sherwood Partners confirmou que trabalhou com a empresa para vender os seus activos através da Dorsey & Whitney LLP", refere o artigo.

A TechCrunch adianta ainda que obteve a confirmação, junto de uma firma de advogados, que "o negócio encerrou as suas actividades e todos os seus activos foram recentemente vendidos a investidores com planos para ‘relançarem o conceito’ do Backplane".

Empreendedores famosos

Lady Gaga não é a única empreendedora com ligações ao mundo do entretenimento. A actriz norte-americana Jessica Alba é a fundadora e a directora criativa da The Honest Company. Fundada em 2012, a empresa de produtos amigos do ambiente para bebés e para uso em casa esteve em destaque na imprensa norte-americana por, alegadamente, um dos produtos da sua linha conter um componente que afirmava evitar. Anteriormente, em Fevereiro de 2016, surgiram notícias que indicavam que a start-up estava a trabalhar com o Goldman Sachs e com o Morgan Stanley numa oferta pública inicial (IPO na sigla em inglês).

Já o actor norte-americano Ashton Kutcher é o fundador do fundo de capital de risco A-Grade Investments. Um fundo que nasceu em 2011 e que investe, nomeadamente, na fase de semente e na fase inicial (early stage em inglês) em empresas ligadas ao móvel, aplicações e comércio electrónico.

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