Start-ups Zaask: “Fizemos o que qualquer start-up precisa de fazer: adaptámo-nos ao mercado”

Zaask: “Fizemos o que qualquer start-up precisa de fazer: adaptámo-nos ao mercado”

A Zaask é uma start-up portuguesa de prestação de serviços. Nasceu em 2012 e no ano passado gerou cerca de 25 milhões de euros "de retorno para os profissionais” que trabalham com a plataforma.
Zaask: “Fizemos o que qualquer start-up precisa de fazer: adaptámo-nos ao mercado”
Bruno Simão
Ana Laranjeiro 13 de fevereiro de 2016 às 11:00

Luís Pedro Martins (na foto), CEO da Zaask, conta que desde novo lhe corre nas veias a vontade de criar. "Passei sempre muito tempo a pensar em ideias de negócio porque tinha uma grande vontade de criar algo de raiz", diz, em declarações por escrito ao Negócios.

A Zaask, uma start-up portuguesa que disponibiliza uma plataforma – como o mesmo nome – de contratação de serviços ao nível local, nasceu em 2012, algum tempo depois de Luís Martins ter concluído um MBA e ter conhecido Kiruba Eswaran, co-fundador da empresa.

A ideia inicial era "ter uma plataforma que aproveitasse o tempo que as pessoas desempregadas têm, colocando-o à disposição de quem não tem tempo". Mas uma auscultação ao mercado fez com que mudassem um pouco a estratégia. "Percebemos que do lado da oferta, o grande mercado estava nos profissionais, porque eram eles que iriam realmente aproveitar este conceito. Do lado da procura, percebemos que fazia muito mais sentido inovarmos em cima de necessidades que já existem, em vez de inventar novas necessidades. Evoluímos também no modelo de negócio, estratégia de marketing, entre outros aspectos. No fundo, fizemos o que qualquer start-up precisa de fazer: adaptámo-nos rapidamente ao mercado", assume.

Encontrar alguém para solucionar um pequeno problema lá em casa é uma das valências desta plataforma. Mas como garantir que a pessoa que faz o serviço tem as referências que lhe são atribuídas. Luís Martins explica. Há duas formas. Uma passa pelas "avaliações que os clientes dão aos profissionais" depois da execução de determinado trabalho. "São avaliações reais de clientes a quem o profissional verdadeiramente prestou um serviço, não correndo o risco dos profissionais poderem viciar o sistema", garante.

O segundo método passa pelo prestador de serviço "enviar a informação pessoal ou da sua empresa para ser validada pela Zaask". "Quanto mais informação sobre o profissional a Zaask validar, mais pontos ganha. Quem tem mais pontos é apresentado aos clientes de uma forma diferenciada (profissional ouro, prata ou bronze). É, portanto, um sistema altamente transparente e meritocrático", refere.


Conseguimos "gerar cerca de 25 milhões de euros de retorno para os profissionais"

Luís Martins não desvenda as receitas geradas pela start-up no ano passado. Admite que duplicaram a facturação em 2015 e que nesse período "a Zaask conseguiu gerar cerca de 25 milhões de euros de retorno para os profissionais".

Presente no mercado português e espanhol, a ambição desta start-up passa por entrar em novos mercados. Alemanha, França e Reino Unido podem ser hipóteses.

Relativamente à situação financeira, a empresa assume que o objectivo é ir a rondas de investimento nos próximos tempos "para podermos escalar a um nível bastante superior".

Para responder à ambição de crescer o negócio, a Zaask pretende expandir a equipa de 30 pessoas.




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