Taiwan avalia restrições às exportações de chips de IA para a China

Taiwan pode seguir o exemplo dos EUA e impedir as exportações de semicondutores de IA acima de um determinado limite para a China, nomeadamente os mais poderosos. Ainda que nada esteja definido, a China avisou que a "bajulação" aos EUA vai prejudicar a ilha.
Taiwan considera apertar restrições às exportações.
Rui Minderico
Inês Pinto Miguel 14:43

As autoridades de Taiwan estão a analisar apertar o controlo das exportações de chips de inteligência artificial (IA) para a China, de forma a alinharem-se com as medidas que estão a sair dos Estados Unidos da América. De acordo com a Bloomberg, o objetivo passa por combater o contrabando de semicondutores, embora este bloqueio possa ser alvo de uma resposta por parte da China.

A ideia, segundo a publicação, é dar ferramentas legais para lidar com o desvio de chips que está a ser feito de Taiwan para a China. Contudo, este tipo de vendas já é proibido pela regulamentação dos Estados Unidos, com a exceção de uma obtenção prévia por parte de Washington.

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Importa recordar que os EUA colocaram fortes restrições a Pequim em 2022, de forma a impedir que a China utilize os avançados processadores da Nvidia com o intuito de obter vantagem militar.

Este apertar das regras - e uma vez que Taiwan não considera a exportação não autorizada um crime - faz parte das negociações comerciais que Taipei está a ter com a Administração Trump, podendo mesmo passar pela restrição integral a todos os clientes chineses, e não apenas a empresas que integram a lista negra de exportações.

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A Bloomberg adianta que, caso as medidas entrem em vigor, isto significa que Taiwan está, pela primeira vez, a salvaguardar os seus interesses tecnológicos e de segurança nacional, mesmo que seguindo o passo dos EUA. Para já, o único acordo é seguir a abordagem americana, em linhas muito gerais, começando com a restrição das vendas à China de semicondutores a partir de um determinado limite de potência.

Ainda assim, Taipei ainda não fechou a sua abordagem. Contudo, é expectável que as restrições provoquem uma resposta do governo de Xi Jinping, uma vez que a China considera que Taiwan faz parte do seu território - algo que a ilha nega. No passado, o Ministério das Relações Externas da China tinha apontado que "a subserviência e a bajulação aos EUA só vão prejudicar e arruinar os interesses de Taiwan".

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