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23% das empresas portuguesas alvo de ataque cibernético nos últimos 12 meses

Um estudo da Marsh conclui que as empresas europeias não estão preparadas para travar um eventual ataque cibernético. Nos últimos 12 meses 23% das empresas foram alvo de um ataque em Portugal

Sara Ribeiro sararibeiro@negocios.pt 29 de Outubro de 2015 às 12:52
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Um estudo realizado pela Marsh conclui que as empresas europeias ainda não estão preparadas para combater um eventual ataque cibernético.

De acordo com os dados divulgados esta quinta-feira, 29 de Outubro, pela especialista em corretagem de seguros e gestão de riscos, nos últimos 12 meses, 23% das empresas portuguesas foram de um ataque cibernético.

O estudo elaborado pela Marsh teve como objectivo perceber o nível de conhecimento das empresas nesta área, tendo concluído que "as empresas em toda a Europa têm subvalorizado os riscos cibernéticos de que são alvo diariamente".

No caso das empresas portuguesas, apesar de 23% ter admitido ser alvo de um ataque cibernético, 57% dos inquiridos identificou o risco cibernético como um dos principais riscos corporativos.

Um problema que não se verifica só em território nacional. De acordo com o estudo, "79% das empresas europeias têm, na melhor das hipóteses, um entendimento básico da sua exposição aos riscos cibernéticos e um total de 68% nunca calculou o impacto financeiro que um ataque cibernético poderia causar à sua empresa".

Voltando à análise do mercado português, 29% das empresas ouvidas pela Marsh destacaram como maior ameaça, num cenário de perda cibernética, "a interrupção do negócio". "Consideraram ainda que três das maiores ameaças podem ter origem em: Hackers (39%), Ameaça Interna (30%) e Erros Operacionais (27%)", lê-se no mesmo documento divulgado pela Marsh.

Apesar de mais de metade das empresas já ter identificado "um ou mais cenários de ataques cibernéticos de que a sua empresa poderia ser alvo, 74% não estimou o impacto financeiro que essa ameaça implicaria e 87% afirmou não ter quaisquer planos para subscrever um seguro de cyber".

Outro dos pontos do estudo concluiu ainda que "75% das empresas portuguesas identifica o departamento de IT como responsável pela revisão e gestão dos riscos cibernéticos".

Para Ana Marques, responsável da Marsh, "parte da solução passará por uma partilha da responsabilidade, onde tanto o departamento de gestão de riscos, como a administração assumem um papel fulcral".

Além disso, alerta que "é imperativo que as organizações repensem as suas estratégias ao nível da gestão de riscos, munindo-se de meios suficientes para dar resposta a um incidente de segurança em tempo real. Independentemente dos investimentos em soluções sofisticadas e esforços para melhorar os controlos internos, os números revelam que não é uma questão de 'se', mas uma questão de 'quando'".

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