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Alemã Wirecard pede insolvência e afunda mais de 80% em bolsa

Na sequência desta ação, a negociação em bolsa já foi suspensa, mas os títulos chegaram a cair mais de 16%.

Ana Batalha Oliveira anabatalha@negocios.pt 25 de Junho de 2020 às 10:23
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Os gestores da empresa de pagamentos germânica Wirecard deram início ao processo de insolvência, numa altura em que esta tem sido protagonista de um escândalo financeiro que pôs a descoberto um buraco de cerca de 2 mil milhões de euros.

Os documentos foram entregues na entidade competente em Munique, avança a empresa, citada pela Bloomberg. Um dos argumentos referidos para o pedido é o sobreendividamento. Paralelamente, a Wirecard diz estar a avaliar se terá de avançar com o mesmo processo no que toca a outras subsidiárias do grupo.

Os títulos desta cotada começaram o dia a cair 16,93% para os 9,96 euros, para depois a negociação acabar por ser suspensa. Contudo, assim que foi retomada, a quebra foi a pique: as ações afundaram 82,32% para os 2,12 euros, e seguem a perder quase 75%. Desde o início do ano, a empresa já perdeu mais de 95%, ou seja quase a totalidade do seu valor.
As más notícias sucederam-se desde que a Wirecard revelou que os auditores da EY descobriram um buraco de 1,9 mil milhões de euros em cash no balanço da empresa. Passado apenas um dia, o CEO da empresa, Markus Braun, demitiu-se do cargo.

 

Já esta semana, a firma admitiu que os 1,9 mil milhões de euros que tinha registados como ativos, e que a auditora EY tinha dado como desaparecidos, provavelmente nunca existiram. Uma quantia que representa cerca de um quarto do valor da Wirecard na folha de balanço.

 

Depois destas revelações, Braun foi detido, acusado pelo Mistério Público alemão de inflacionar artificialmente o balanço e as receitas da companhia alemã, com o objetivo de tornar a Wirecard mais atrativa para os investidores, de acordo com a imprensa internacional. Contudo, algumas horas depois foi novamente libertado, após pagar uma fiança de 5 milhões de euros e com o compromisso de se apresentar à polícia semanalmente, segundo o Financial Times.

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