Tecnologias Alphabet fecha Google+ depois de exposição de dados dos utilizadores

Alphabet fecha Google+ depois de exposição de dados dos utilizadores

A norte-americana Alphabet, dona da Google, anunciou esta segunda-feira que 500.000 contas de utilizadores do Google + poderão ter sido afectadas por um "bug". E por isso decidiu encerrar esta rede social de quem tem conta gmail.
Alphabet fecha Google+ depois de exposição de dados dos utilizadores
Reuters
Negócios 08 de outubro de 2018 às 18:47

A rede social Google +, de quem tem conta gmail, foi hoje encerrada pela Alphabet – casa-mãe da empresa que gere o maior motor de busca do mundo.

 

A justificar esta medida, anunciada esta segunda-feira pela Alphabet, está o facto de meio milhão de contas de utilizadores do Google+ poderem ter sido afectadas por um "bug" que poderá ter exposto os seus dados a programadores externos, refere a Reuters.

 

A Google tinha optado por não divulgar o problema, em parte devido a receios de um escrutínio pelas autoridades reguladoras, anunciou há umas horas o The Wall Street Journal, citando fontes não identificadas e documentos internos da empresa.

 

Segundo a Reuters, uma falha no software da rede social permitiu o potencial acesso, por parte de programadores externos, aos dados privados dos perfis do Google+ entre 2015 e Março de 2018 – que foi quando os investigadores da Google descobriram e resolveram o problema.

 

As acções da Alphabet seguem a cair 2,6% para 1.138,53 dólares.

A Google, que diz não ter descoberto qualquer prova de que algum programador estivesse a par deste "bug" e tivesse, por isso, acedido aos perfis pessoais dos utilizadores, preferiu então resolver o caso sozinha, sem o divulgar, com receio de que pudesse acontecer o mesmo que ao Facebook.

 

Em inícios deste ano a empresa co-fundada por Zuckerberg enfrentou dissabores da mesma natureza, quando se anunciou que o Facebook e a consultora britânica Cambridge Analytica estavam a ser investigados pelo uso indevido de dados de 87 milhões de utilizadores da rede social em todo o mundo.

 

Recorde-se que foram os diários norte-americano The New York Times e britânico The Guardian que avançaram com as notícias sobre a apropriação indevida com fins políticos de informação pessoal de milhões de utilizadores da rede social Facebook por parte da Cambridge Analytica.

 

A Cambridge Analytica esteve ligada à campanha presidencial de Donald Trump e terá ajudado a personalizar propaganda em função do perfil dos utilizadores. Mais recentemente, foi também associada à campanha pelo Brexit no Reino Unido – de Junho de 2016.


(notícia actualizada às 19:02)