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Americanos mantêm-se fiéis ao Facebook depois do escândalo político

A maioria dos utilizadores norte-americanos do Facebook manteve-se leal à rede social mesmo depois da polémica da Cambridge Analytica, que recolheu indevidamente informação pessoal de 87 milhões de contas.


Os gigantes tecnológicos dos EUA (Facebook, Amazon, Apple, Netflix e Google) foram responsáveis por uma subida do Nasdaq até 29% em 2017, até ao momento, e o retorno dos FAANG cifrou-se em mais de 50%, em termos médios. Na nossa opinião, não se trata de uma mera recorrência da bolha dot-com verificada no final da década de 1990. Ao contrário dessa experiência — durante a qual os analistas imaginaram novas formas de valorizar empresas que não passavam de ideias — as empresas que lideram actualmente o sector são reais e apresentam fluxos de caixa tangíveis. Estamos em crer que a inovação tecnológica é um tema estrutural que poderá acrescentar 1% -1,5% ao crescimento potencial do PIB mundial nos próximos 10-15 anos.
Reuters
Raquel Murgeira raquelmurgeira@negocios.pt 07 de Maio de 2018 às 14:23
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O Facebook, liderado por Mark Zuckerberg, tem sido alvo de pressões por parte dos reguladores, advogados e accionistas, depois do escândalo da Cambridge Analytica, que indevidamente recolheu dados de 87 milhões de contas de utilizadores da rede social. Apesar das polémicas que têm assombrado o Facebook nos últimos meses, os utilizadores norte-americanos continuam fiéis à plataforma, segundo indica um estudo da Reuters/Ipsos.

O inquérito realizado entre 26 e 30 de Abril mostra que o Facebook não sofreu danos depois do incidente da Cambridge Analytica. Cerca de metade dos utilizadores norte-americanos afirma que não mudou o seu comportamento relativamente à rede social, continuando a visitar a plataforma com a mesma frequência, enquanto um quarto dos utilizadores revela que a usa mais.

O outro quarto dos utilizadores americanos afirma que reduziu a utilização do Facebook, parou mesmo de o usar ou eliminou a conta na rede social. 

Entre os adultos, 64% dizem visitar o Facebook pelo menos uma vez por dia, um número ligeiramente abaixo dos 68% registados num estudo semelhante realizado no final de Março, logo depois das polémicas em torno da Cambridge Analytica terem rebentado.

"Ainda tenho que ler um artigo que diga que uma única pessoa foi prejudicada pela violação" de dados, afirmou Michael Pachter, analista da Wedbush Securities, citado na Reuters. "Ninguém está indignado a nível visceral", acrescentou.

O estudo revelou que 74% dos utilizadores do Facebook estão cientes das configurações de privacidade actuais e 78% afirmam saber como alterá-las.O inquérito revelou ainda que mais utilizadores do Facebook afirmam saber gerir melhor a informação pessoal na plataforma do que em outras redes sociais como o Instagram ou o Twitter. 
 

Apesar de grande parte dos utilizadores norte-americanos compreenderem as configurações de privacidade do Facebook, apenas 23% admite ter um "controlo total" sobre as suas informações na plataforma. Outros 49% dizem ter "algum controlo" e 20% admitem "não ter controlo", enquanto 9% revela não saber quanto controlo tem sobre os seus dados na rede social, de acordo com o estudo.

O estudo da Reuters/Ipsos foi realizado online nos EUA, tendo reunido as respostas de 2.194 adultos, incluindo 1.938 utilizadores do Facebook. Tendo tido como objectivo medir o impacto que o escândalo da violação de privacidade de dados causou na rede social.

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