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Anacom analisa acordos de interligação com ONI Way

A Autoridade Nacional de Comunicações (Anacom) está a analisar a questão do estabelecimento de acordos de interligação entre a Vodafone Telecel e a Optimus com a ONI Way, disse fonte oficial do órgão regulador ao Negocios.pt.

Bárbara Leite 03 de Maio de 2002 às 17:15
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A Autoridade Nacional de Comunicações (Anacom) está a analisar a questão do estabelecimento de acordos de interligação entre a Vodafone Telecel e a Optimus com a ONI Way, disse fonte oficial do órgão regulador ao Negocios.pt.

O órgão regulador autorizou a ONI Way, operadora que garantiu uma licença para operar na terceira geração, a entrar no mercado móvel nacional com a tecnologia GSM/GPRS através da rede da TMN, operadora da Portugal Telecom (PT) [PTC].

No âmbito do lançamento das operações comerciais nas actuais tecnologias móveis, a ONI Way terá que celebrar acordos de interligação com os restantes operadores de telecomunicações por forma a garantir aos clientes, a comunicação com essas redes móveis.

No entanto, até ao momento, a ONI Way não estabeleceu acordos de interligação com a Vodafone Telecel e a Optimus da Sonae.com [SNC] por falta de consenso.

«Este assunto já nos foi reputado», adiantou fonte oficial da Anacom, sublinhando que «está agora em análise».

No mercado fala-se na tentativa de travar a entrada da ONI Way através da recusa da celebração de acordos de interligação.

António Carrapatoso, presidente da Vodafone Telecel [TLE] questionou os preços de interligação praticados pela TMN à ONI Way no âmbito deste acordo de «roaming», entendendo que esses preços deverão ser abaixo do praticado pelo mesmo operador aos restantes concorrentes.

Ainda que o regulador das telecomunicações tenha autorizado o acordo entre a ONI Way e a TMN, a decisão da eventual imposição dos acordos é tomada «caso a caso», acrescentou a mesma fonte.

A entrada da ONI Way, no mercado móvel antes da terceira geração móvel ou Universal Mobile Telecommunications System (UMTS) vem aumentar a concorrência e prejudicar a actividade dos restantes operadores que poderão perder quota de mercado.

A operadora do universo Electricidade de Portugal (EDP) [EDP] decidiu avançar com a sua oferta comercial com base na actual tecnologia GSM/GPRS, devido aos atrasos no desenvolvimento de terminais que condicionaram o arranque da terceira geração móvel prevista agora para o final deste ano.

A ONI Way que prevê arrancar as suas operações no primeiro semestre deste ano, no âmbito do acordo com a TMN, poderá ver adiada as suas intenções devido à inexistência de acordos formalizados de interligação com os restantes operadores de telecomunicações.

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