Tecnologias Apple baixa preços dos iPhones fora dos EUA

Apple baixa preços dos iPhones fora dos EUA

Para compensar a solidez do dólar, a empresa da maçã pretende baixar o preço de alguns dos seus iPhones, o que acontece pela segunda vez nos 12 anos de história destes dispositivos.
Apple baixa preços dos iPhones fora dos EUA
Reuters
Carla Pedro 30 de janeiro de 2019 às 15:56

A Apple tem estado hoje a centrar as atenções com o seu bom desempenho em bolsa, a refletir o anúncio das suas contas feito ontem após o fecho de Wall Street. A empresa liderada por Tim Cook teve um lucro por ação acima do esperado, no seu primeiro trimestre fiscal. Já o volume de negócios diminuiu, mas a tecnológica projetou receitas melhores do que se pensava para o trimestre em curso e isso foi o suficiente para animar as ações, que seguem a subir 4,69% para 161,94 dólares.

 

Agora a tecnológica fez mais um anúncio que a manteve debaixo dos holofotes: pretende reduzir o preço de alguns dos seus iPhones, o que só tinha acontecido uma vez nos 12 anos de história destes dispositivos (em 2007, pouco depois do seu nascimento).

 

A justificar está o facto de o dólar estar forte. Ou seja, a Apple quer que o preço não dependa da variação do dólar face às moedas dos países onde o iPhone é vendido. Assim, a partir de agora, os preços dos aparelhos vão variar tendo por base os preços na moeda local e não o valor em dólares.  

 

Esta estratégia, sublinha a Reuters, é uma tentativa de travar as fracas vendas deste seu produto estrela, especialmente nos mercados fora dos EUA, como a China – onde a valorização de 10% do dólar face ao yuan, no ano passado, tornou o iPhone muito mas caro do que os rivais com os quais concorre no mercado topo de gama.

 

Tim Cook revelou hoje este plano, depois de ontem ter reportado uma queda de 15% nas vendas de iPhones no seu primeiro trimestre fiscal, terminado a 29 de dezembro, face ao mesmo período do ano precedente.

 

A empresa não divulgou em que países é que irá ajustar os preços do iPhone. Cook declarou que ajustará os preços do iPhone em moeda estrangeira, nalguns mercados, refixando-os nos mesmos valores (ou muito perto disso) a que estavam há um ano nas moedas locais. Ou seja, irá absorver o custo da valorização do dólar.




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