Tecnologias Apple perde quase o valor do PSI-20 em três sessões

Apple perde quase o valor do PSI-20 em três sessões

Numa quinta-feira que pintou de vermelho Wall Street, a Apple não escapou a um vermelho carregado ao perder mais de 4%, levando a tecnológica a fechar, pela primeira vez desde Outubro de 2014, abaixo dos 100 dólares por acção.
Apple perde quase o valor do PSI-20 em três sessões
Bloomberg
David Santiago 07 de janeiro de 2016 às 21:51

Esta quinta-feira, 7 de Janeiro, a Apple encerrou a sessão bolsista em Wall Street abaixo dos 100 dólares pela primeira vez desde Outubro de 2014. A tecnológica liderada por Tim Cook caiu mais de 4% para os 96,45 dólares por acção, penalizada pela quebra na procura de iPhones, o produto com maior importância relativa da marca.

 

Depois da ligeira subida registada na primeira sessão de 2016, a Apple soma já três sessões consecutivas a transaccionar em terreno negativo, sempre com quedas pronunciadas. Isto depois de em Dezembro já ter recuado 18%. 

 

Nestas três sessões a cotada desvalorizou cerca de 52 mil milhões de dólares (48,4 mil milhões de euros), praticamente o equivalente ao valor das 17 cotadas que integram a bolsa de Lisboa, que se situa aproximadamente em 52 mil milhões de euros.  

A queda acentuada registada pela Apple acompanhou a tendência que está a marcar Wall Street em 2016, período este que configura o pior arranque de ano de sempre das principais praças norte-americanas. 

 

Isto numa altura em que os analistas e os meios de comunicação especializados adiantam que a Apple decidiu reduzir a produção do Iphone 6s devido a um abrandamento da procura. 

 

Na quarta-feira, a agência Reuters reportava que a gigante tecnológica deverá cortar em 30% a produção deste modelo, uma medida que terá como objectivo impedir que as lojas acumulem stocks. Já esta quinta-feira, analistas do UBS e do RBC Capital Markets reduziram as suas estimativas sobre as vendas de iPhones, acompanhando revisões similares que já haviam sido feitas pelo Morgan Stanley, Credit Suisse e JP Morgan. 

A conclusão a que de uma forma genérica os analistas têm chegado, é a de que se verifica alguma saturação no mercado dos smartphones, o que também deriva do facto de haver menos consumidores com necessidade de comprar novos equipamentos. Por outro lado, também a penalizar as vendas do smartphone da Apple está o que a Bloomberg classifica como "típico ciclo" da marca, cujas vendas caem quando está para ser lançado um novo equipamento. O novo iPhone é normalmente lançado em Setembro.

Ainda esta quinta-feira, a Apple adquiriu a Emotient. Apesar de ter confirmado a compra desta start-up, que criou um software de inteligência artificial que permite ler as emoções das pessoas através das suas expressões faciais, a Apple não revelou os contornos financeiros do negócio. 

(Notícia actualizada às 22:10)




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