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Apple pisca o olho aos programadores, dando-lhes o Siri

No evento que tem lugar todos os anos em San Francisco, a Apple esforçou-se este ano para demonstrar o seu poder no software.

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Alexandra Machado amachado@negocios.pt 13 de Junho de 2016 às 23:35
  • É a 27.ª edição da conferência dedicada aos programadores (Worldwide Developers Conference) que a Apple realiza, em São Francisco. E são mais de cinco mil os programadores presentes.

Começando a conferência com um minuto de silêncio em memória das vítimas do atentado de Orlando, que matou 50 pessoas numa discoteca, Tim Cook quis mostrar que Apple não é só iPhone. E mostrou o que está a ser feito ao nível do software. 

A Bloomberg sintetizou em cinco pontos as principais novidades da Apple nesta conferência, no primeiro dia que decorreu.

1 - Um grande focus nas mensagens. A aplicação iMessage está com novas funcionalidades e permite aos programadores fazerem novas aplicações para inserir dentro do iMessage, à semelhança do que já permite o programa de mensagens do Facebook;

2 - Uma das novidades mais noticiadas pela imprensa internacional tem a ver com a integração do Siri, o programa que reconhece a voz. O assistente pessoal da Apple funciona, agora, em aplicações de terceiros, não detidas pela companhia, podendo estar, por exemplo, no Youtube ou no WeChat. A Apple abriu o Siri a terceiros, uma novidade que vinda da Apple - que gosta dos seus softwares proprietários - é realçada em todo o mundo. A Reuters dá exemplos: os utilizadores do iPhone vão poder pedir carros da Uber, publicar fotos no Shutterfly ou fazer chamadas no Skype através de comandos de voz.
O Siri, que responde, segundo a Apple, a dois mil milhões de pedidos por semana, vai também estar em computadores de secretária e portáteis Mac.

Esta iniciativa é a resposta da Apple aos desenvolvimentos da Amazon ou Google que nos últimos tempos lançaram concorrentes à Siri. Um kit de programação para assistentes de voz virtuais foi disponibilizado pela Amazon no ano passado e a Google seguiu a iniciativa este ano, em Março. 

  • 3 - Na música, o Apple Music foi redesenhado, respondendo a empresa às críticas de que a sua utilização não era intuitiva. 
  • 4 - Pagamentos via Apple Pay estão disponíveis online, mas para os utilizadores conseguirem fazê-lo têm de ter o iPhone ou o relógio Apple à mão. Integrada no browser, esta aplicação de pagamentos, escreve a Reuters, será um desafio para a PayPal.
  • 5 - A Apple anunciou um novo sistema operativo para o relógio inteligente, com o objectivo, diz a Bloomberg, de o tornar mais rápido e fácil de utilizar, a partir de Setembro. 

O sistema operativo iOS ocupou, segundo o El País, boa parte da apresentação. O iOS 10 será, escreve o jornal espanhol, o que terá maiores mudanças. As notificações aparecerão ao levantar o telefone, sem necessidade de tocar em qualquer botão. A câmara também terá um acesso mais rapido. Basta passar o dedo pelo écrã. A Apple apresentou os novos sistemas operativos também para os computadores, para a plataforma de televisão e para o relógio.
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