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BPI diz regresso do Clix ao mercado ADSL é positivo para Sonaecom

O regresso do Clix ao mercado de Internet de Banda Larga, através do lançamento de três produtos de ADSL, é considerado positivo pelos analistas do BPI, que se baseiam nos produtos «agressivos» e nos preços «atractivos» ontem apresentados pelo operador de

Ana Filipa Rego arego@negocios.pt 12 de Novembro de 2004 às 12:00
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O regresso do Clix ao mercado de Internet de Banda Larga, através do lançamento de três produtos de ADSL, é considerado positivo pelos analistas do BPI, que se baseiam nos produtos «agressivos» e nos preços «atractivos» ontem apresentados pelo operador de Internet da Sonaecom.

A Sonaecom «regressou ao mercado residencial de Banda Larga, apresentando produtos muito agressivos, oferecendo soluções, ao nível de preços, para a Banda Larga e linha fixa aos seus clientes muito mais atractivas, quando comparando com as concorrentes», refere o BPI, no seu Iberian Daily.

Para tal, a Sonaecom vai usar a sua própria rede através da abertura de lacete local, em linha com o que já oferece ao segmento das pequenas e médias empresas, o que, na opinião dos analistas «poderá levar a uma revolução em larga escala do mercado de rede fixa e de Banda Larga doméstico».

Esta revolução no mercado «tem potencialidades para transformar a Sonaecom e outros pequenos operadores» num problema para a Portugal Telecom e num «verdadeiro benefício para os consumidores».

Os analistas referem ainda que para a Novis e para o Clix, da Sonaecom, isto «poderá tornar-se um dos mais importantes condutores para o crescimento e criação de valor, uma vez que a Banda Larga residencial deverá ser um dos mais importantes catalisadores para este tipo de empresas».

Para os analistas, a Sonaecom «vai ter que ter a habilidade e os recursos para distribuir este novo e inovador produto» e consideram que a empresa «está quase unicamente posicionada para fazê-lo da forma correcta».

A mesma fonte referiu que o grupo Sonae (que detém 82,79% da Sonaecom) tem dois importantes pontos de venda de computadores pessoais (Vobis) e lojas de electrónica (Worten) com presença nacional, com uma posição dominante nos hipermercados e em centro comerciais. Neste sentido acredita que a empresa deverá distribuir de forma massiva os novos produtos de ADSL, através desses canais de distribuição, em pacotes, combinando preços de forma a tornarem-se atractivos.

O impacto total nas contas da Novis/Clix da Sonaecom «vai depender dos esforços em termos de ‘opex’ e de ‘capex’ para lançar e desenvolver este novo segmento», apesar de «ainda não termos os dados necessários para avaliar esses impactos».

Clix lançou três ofertas de ADSL com velocidades de dois a oito megas de velocidade

O Clix lançou ontem três ofertas de acesso à Internet em Banda Larga, com velocidades de dois a oito megas de velocidade, através de lançamentos que «materializam o regresso da empresa ao mercado de banda larga, depois de se ter afastado do mesmo em virtude da falta de condições que o mercado oferecia, nomeadamente em termos de regulamentação».

Em comunicado, o operador explicou que o benefício para o cliente «não fica apenas pela melhor relação qualidade do serviço/preço, mas estende-se também o facto de, finalmente, poder deixar de pagar a histórica assinatura da linha telefónica à Portugal Telecom, que por si só representa um custo de 15 euros mensais, sem qualquer tipo de serviço ou retorno associado».

Adicionalmente, o Cliente passará também a usufruir de chamadas de Voz mais baratas (10% mais baratas que a do operador histórico), explicou a mesma fonte que esclareceu que, na primeira fase este serviço estará disponível para cerca de meio milhão de lares nas áreas de Lisboa, Porto, Braga e Guimarães.

Estas são as cidades onde inicialmente o Clix estára presente com rede própria, instalada sobre a desagregação do Lacete Local. Brevemente a oferta vai estar disponível para cerca de três milhões de habitantes, segundo o comunicado.

As acções da Sonaecom seguiam cair 0,58% para 3,41 euros.

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