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CEO da Vivo reclama de «dose de loucura» do mercado na captação de clientes

A concorrência está acirrada no mercado móvel brasileiro, levando Franscico Padinha, presidente executivo da Vivo, da Portugal Telecom, a afirmar que existe «alguma dose de loucura» no mercado, mas para manter a liderança a operadora teve que aumentar a s

Bárbara Leite 29 de Abril de 2005 às 17:33
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A concorrência está acirrada no mercado móvel brasileiro, levando Franscico Padinha, presidente executivo da Vivo, da Portugal Telecom, a afirmar que existe «alguma dose de loucura» no mercado, mas para manter a liderança a operadora teve que aumentar a subsidiação, mas nunca baixará aos valores oferecidos pela concorrência, garantiu.

Em conferência de imprensa, para apresentação dos resultados do primeiro trimestre deste ano, Padinha mostrou-se irritado com o modo como a concorrência está a tentar captar quota à Vivo que, é líder com cerca de 40% do mercado de telemóveis no Brasil.

Padinha afirma que a Vivo está sofrer «ataques da concorrência», que oferecem telefones com máquina fotográfica gratuitos e redução de 50% na factura. «Duvido que isto exista na Índia», avaliou.

O CEO da participada da PT acredita que a empresa não deve enveredar por uma «política demasiado agressiva».

«Queremos ter 40% de alguma coisa, não 100% de zero», comentou o executivo português.

«Os nossos accionistas têm sido pragmáticos e cautelosos. Não é apenas o aumento dos subsídios (de terminais) mas a evolução da receita é bem mais determinante (redução das margens). Há uma grande agressividade no princing das tarifas», avançou Padinha.

Para acompanhar a agressividade do mercado, a Vivo, também começou a lançar campanhas promocionais competitivas agora por altura do Dia da Mãe. «Tivemos que fazer um esforço de adaptação dos planos aos planos da concorrência», avançou Padinha.

Em Janeiro e Fevereiro, a Telesp Celular Participações que, controla as operadoras de Telesp Celular do Estado de São Paulo, Global Telecom de Santa Catarina e Paraná e a Tele Centro Oeste de Brasília, optou por investir na retenção de clientes.

Por isso, é visível que o número de adições liquidas, no primeiro trimestre de 2005, somou 319 mil, menos 68% do que no período homólogo, o que compara com os 1,268 milhões de novos clientes no quarto trimestre deste ano.

Mas, em Março, face às propostas da concorrência, porque seria «perigoso para o líder estar fora disso», a Vivo começou a lançar várias campanhas promocionais para reter a liderança, explicou.

No primeiro trimestre, a empresa reduziu o esforço na ordem de 30% para captação de clientes e aumentou em 75% na retenção da base no pós-pago.

*Correspondente em São Paulo

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