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Consolidação no sector móvel no Brasil «é positiva»

  A Telecom Itália comprou a parte do Opportunity na Brasil Telecom e vai assumir o controlo da operadora fixa brasileira e da quarta operadora móvel no Brasil, o que foi considerado positivo para o sector, por Francisco Padinha, presidente executivo da V

Bárbara Leite 29 de Abril de 2005 às 18:35
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A Telecom Itália comprou a parte do Opportunity na Brasil Telecom e vai assumir o controlo da operadora fixa brasileira e da quarta operadora móvel no Brasil, o que foi considerado positivo para o sector, por Francisco Padinha, presidente executivo da Vivo, da Portugal Telecom.

«Não haverá perda de competitividade. É bom para o sector. Acredito que o mercado venha a ter um equilíbrio. Agora, seremos três operadores em cada área que já são extremamente competitivos e os consumidores já têm o benefício dessa competição», declarou o executivo comentando a consolidação anunciada ontem.

Regra geral, segundo lembrou, o quarto operador no mercado para ganhar quota, terá que lançar políticas mais agressivas, o que prejudica os concorrentes que têm que acompanhar cortando margens do negócio.

A operadora italiana que já ocupa o segundo lugar no «ranking» brasileiro de telemóveis, a seguir à Vivo.

A italiana anunciou, ontem, que comprou por 341 milhões de euros a participação do Opportunity encerrando a «guerra judicial» que o grupo italiano tinha interposto para conseguir o controlo da Brasil Telecom que perdeu em Agosto de 2002 quando entrou Daniel Dantas proposto pelo Opportunity.

A empresa italiana terá 38% dos direitos de voto da Brasil Telecom

Com esta operação, a TIM incorpora a Brasil Telecom GSM, que vai devolver a licença para o regulador. A nova operadora terá 16 milhões de clientes, o que compara com mais de 26 milhões de utilizadores da Vivo.

O natural para Padinha neste mercado é que «alguém vá morrer ou consolidar».

À venda, também está pelo Opportunity a sua posição maioritária na Telemig Celular e na Tele Norte Celular. A Vivo, a Claro e a Brasil Telecom eram vistas como as potenciais candidatas à compra da Telemig Celular que actua em Minas Gerais, onde a Vivo não tem presença.

A Telefónica já desmentiu o interesse. Padinha remeteu para os accionistas quaisquer desenvolvimentos do negócio. «Estamos sempre atentos a tudo o que possa acrescentar crescimento e valor à Vivo», referiu sobre a Telemig, sem concretizar.

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