Outros sites Cofina
Notícias em Destaque
Notícia

Facebook, Apple, Google e mais: israelita NSO garante poder hackear tudo

O software da empresa israelita que já conseguiu hackear o Whatsapp afirma aos novos clientes que também conseguirá aceder a dados privados de utilizadores das grandes tecnológicas.

Negócios jng@negocios.pt 19 de Julho de 2019 às 13:27
  • Assine já 1€/1 mês
  • 2
  • ...

A empresa israelita NSO, cujo software já conseguiu hackear o Whatsapp, tem afirmado na apresentação do seu produto aos clientes que este permite aceder a dados privados de utilizadores da Apple, Google, Facebook, Microsoft e Amazon, avança o Financial Times, citando fontes familiares com estes procedimentos.

Contactadas pelo financial Times, as empresas visadas assumiram estar a investigar esta possibilidade. Enquanto o Facebook afirma estar a "analisar estas alegações", a Amazon diz que "vai continuar a investigar e monitorizar o assunto" mas que não encontrou provas de que o Pegasus já tivesse acedido a contas da plataforma. A Microsoft garantiu que está "continuamente a evoluir para assegurar a proteção dos seus clientes" e aconselha os utilizadores a manterem um "dispositivo saudável".

A Apple concede que "algumas ferramentas caras podem existir para levar a cabo ataques individuais num número muito limitado de aparelhos" mas a empresa não acredita que estas ferramentas sejam úteis para ataques em massa. A Google preferiu não comentar.

As fontes da publicação, que terão assistido a uma demonstração recente deste software – conhecido por Pegasus – afirmam que este consegue aceder a um histórico da localização do utilizador e a mensagens ou fotos arquivadas, para além dos dados disponíveis online.

De acordo com documentos entregues na sequência da demonstração do produto, o software permite contornar os alertas e a verificação de que o acesso à respetiva conta através de outro dispositivo foi feito pelo utilizador ou com o seu consentimento. Mesmo se o software Pegasus for removido do aparelho pertencente ao utilizador, os dados podem continuar acessíveis através de outros dispositivos.

O "cavalo alado" já fez vítimas

A empresa assume como missão "ajudar as agências governamentais a prevenir e a investigar casos de terrorismo e crime, de forma a salvar milhares de vidas em todo o globo". Contudo, o software já foi detetado em dispositivos pertencentes a jornalistas e ativistas, indiciando que pode estar a ser utilizado como meio de repressão.

O Whatsapp assumiu no passado mês de maio que esta tecnologia de espionagem israelita invadiu os dispositivos de vários utilizadores através da aplicação. Antes, já havia servido para deter o barão da droga mexicano, El Chapo e, por outro lado, poderá ter ajudado no assassinato do jornalista saudita Khashoggi.




Ver comentários
Saber mais Whatsapp Apple Facebook Google NSO Microsoft Pegasus Amazon Financial Times El Chapo barão
Outras Notícias