Tecnologias Facebook pode pagar 40 milhões de dólares a anunciantes para resolver disputa legal

Facebook pode pagar 40 milhões de dólares a anunciantes para resolver disputa legal

Mais de um milhão de anunciantes que se dizem enganados pelo Facebook exigem 40 milhões de dólares para dar por terminada uma contenda legal com três anos.
Facebook pode pagar 40 milhões de dólares a anunciantes para resolver disputa legal
Negócios 08 de outubro de 2019 às 12:28

Os anunciantes acusam o Facebook de ter apresentado números incorretos relativos à visualização de publicidade na rede social. Para dar por concluída esta disputa, que já está a ser discutida em sede de justiça, os mais de um milhão de empresas em causa exigem ser compensados num total de 40 milhões de dólares (36,4 milhões de euros), avança a Forbes.

Cerca de 1,35 milhões de anunciantes terão recebido métricas erradas quanto ao tempo de visualização da publicidade que exibiram no Facebook. O Facebook terá calculado incorretamente a duração da exposição dos utilizadores aos anúncios nos 18 meses entre fevereiro de 2015 e setembro de 2016, inflacionando os números.

Confrontada com esta situação, a rede social comentou que "este processo é demeritório mas acreditamos que a resolução deste caso serve os melhores interesses da empresa e dos anunciantes", demonstrando vontade de pôr um ponto final na questão. O argumento da empresa liderada por Mark Zuckerberg é essencialmente o de que, uma vez que os preços cobrados aos anunciantes não estão diretamente ligados às métricas referidas, o erro não conduziu a nenhuma cobrança excessiva.

A litigação em torno do caso arrastou-se por três anos, durante os quais os queixosos despenderam milhões em custas legais – 12 milhões da quantia exigida à rede social destinam-se a abater este montante. Caso ambas as partes cheguem a acordo, o Facebook terá de compensar os anunciantes proporcionalmente àquilo que estes gastaram na publicidade em formato vídeo. Aqueles que despenderam mais de 500.000 dólares poderão receber milhares de dólares.

Não se sabe se há queixas de Portugal

Em Portugal, a secretária-geral da Associação Portuguesa das Agências de Publicidade (APAN), Manuela Botelho, diz que a associação não está a par de queixas de empresas portuguesas no âmbito deste caso. Também o líder da Omnicom, Luís Mergulhão, diz desconhecer possíveis queixas de portugueses. Contudo, Mergulhão explica que esta disputa é positiva no sentido em que, até há bem pouco tempo, existia uma "confiança cega" nos números apresentados por gigantes como o Facebook, Google e Instagram. Eram considerados "indiscutíveis" muito tendo conta a reputação destas empresas.

"Chegou finalmente aos média digitais o grau de exigência e escrutínio e deixou de haver a crença automática", afirma Luís Mergulhão. Agora, diz, há cada vez mais o cuidado de recorrer a entidades independentes ou a ferramentas fornecidas por exemplo pela Oracle e Microsoft para fazer a verificação dos números associados à atividade publicitária. outro avanço terá sido a criação de normas internacionais para efeito de medição de audiências, elaboradas pela associação internacional Internet Advertising Bureau.

Apesar do esforço para aumentar a transparência na medição das métricas de publicidade mantêm-se outros problemas no momento de colocar anúncios nas redes sociais, ressalva o líder da Omnicom. A criação de bots que criam audiências falsas é um deles, mas não menos importante, tem sido a preocupação com a qualidade dos conteúdos que proliferam nestas páginas, os quais podem não se coadunar com o posicionamento das marcas.




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