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Facebook cai para mínimo histórico com receios em torno do crescimento

A rede social reportou ontem os primeiros resultados desde que entrou em bolsa, a 18 de Maio, e anunciou perdas. Além disso, não transmitiu qualquer mensagem tranquilizadora quanto ao crescimento. Os mercados estão a reagir e castigam a tecnológica.

Facebook cai para mínimo histórico com receios em torno do crescimento
Carla Pedro cpedro@negocios.pt 27 de Julho de 2012 às 15:11
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Os títulos do Facebook afundaram hoje para um mínimo histórico de 22,28 dólares, a caírem mais de 14%. Os investidores demonstram assim a sua preocupação perante o facto de não terem sido feitas previsões de crescimento por parte da empresa.

As cotações já tinham começado a descer ontem, depois de a rede social reportar prejuízos de 157 milhões de dólares no primeiro trimestre do ano, contra lucros de 240 milhões no mesmo período de 2011.

As receitas aumentaram, mas ficaram relativamente em linha (somente um pouco acima) com as estimativas do consenso de mercado, pelo que os investidores estavam à espera que a tecnológica fizesse algo para tranquilizar o mercado. Mas isso não aconteceu.

Os executivos do Facebook, liderado por Mark Zuckerberg, dirigiram-se ontem aos analistas pela primeira vez desde a Oferta Pública Inicial (IPO, na sigla em inglês) de 17 de Maio, mas não anunciaram quaisquer projecções para o crescimento. Além disso, sublinha a Bloomberg, pouco disseram que pudesse tranquilizar os investidores, que de momento consideram que a empresa está sobreavaliada.

Resultado: mínimos de sempre na sessão de hoje. Desde 17 de Maio, em que foi marcado o preço de 38 dólares no IPO, os títulos já caíram mais de 30%.

Ontem, a empresa anunciou também uma margem operacional (excluindo certos custos) de 43% no segundo trimestre, contra 53% no período homólogo de 2011.

Grande parte das receitas do Facebook provém da publicidade que chega aos utilizadores enquanto estes colocam comentários na rede, colocam vídeos ou verificam as fotos colocadas na rede pelos seus amigos. A empresa ganha também dinheiro quando os utilizadores pagam por itens digitais no site, nomeadamente nos jogos criados pela Zynga para o Facebook.

Ontem, a Zynga anunciou lucros e receitas que desanimaram o mercado, o que também penalizou as cotações do Facebook.

Recorde-se que a 18 de Maio o Facebook esteve no centro de todas as atenções, no dia em que as acções da maior rede social do mundo começavam a negociar em bolsa (isto depois de na véspera ter angariado 16 mil milhões de dólares com a venda das acções aos investidores – IPO).

Nessa sessão de estreia, o Facebook abriu a subir 10,65%, ficando de imediato avaliado em 115 mil milhões de dólares. Chegou a disparar mais de 18%. Mas não ganhou os 30% que tantos apostavam. Nem de longe. Segundo fontes do mercado, só não se fixou abaixo do preço do IPO porque os bancos que trataram da sua colocação em bolsa não deixaram e estiveram sempre a comprar para sustentar as cotações acima dos 38 dólares.
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