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Fed convoca reunião de emergência para esta noite. Esperem, não… foram os "hackers"

Janet Yellen, presidente da Reserva Federal norte-americana, convocou uma reunião de emergência. Correm rumores de que o banco central se poderá decidir por uma descida dos juros para patamar negativo. Foi esta pequena mensagem que surgiu esta sexta-feira no Twitter do jornal New York Post, que foi rapidamente partilhada a nível mundial, mas que afinal era falsa.

Carla Pedro cpedro@negocios.pt 16 de Janeiro de 2015 às 21:19
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Alguns minutos depois, quando se tentava aceder ao referido tweet, ocorria um erro: a página não era encontrada. O New York Post já veio desvendar o mistério.

 

Segundo as primeiras informações, esta sexta-feira, às 21 horas de Lisboa, a presidente da Fed poderia anunciar um corte da taxa de juro directora, actualmente entre 0% e 0,25%, para um nível negativo ("BREAKING: Federal Reserve head Yellen announces bail-in in emergency meeting, rumored negative rate to be set at 4pm EST today").

 

Sabe-se agora que foram "hackers" que lançaram esta falsa notícia. E a pirataria informática não se ficou por aqui. Na conta do Twitter do mesmo jornal surgiu também a notícia de que a China estaria a disparar mísseis contra uma embarcação da marinha norte-americana ("#BREAKING: Chinese anti-ship missile fired at USS George Washington").

 

A agência noticiosa norte-americana UPI também foi alvo de programas maliciosos, supostamente pelo mesmo grupo de informáticos. A crer nestas notícias, o Papa Francisco teria hoje anunciado a Terceira Guerra Mundial.

 

Já no início desta semana um grupo de "hackers" tinha pirateado a conta no Twitter do Comando Central dos EUA, um comando unificado de segurança responsável pelos interesses norte-americanos em 27 países. Os piratas informáticos, que diziam ser simpatizantes do Estado Islâmico, escreveram naquela rede social do Comando Central dos EUA que "o ISIS [acrónimo para Estado Islâmico do Iraque e da Síria] já aqui está", em retaliação pelos ataques das forças norte-americanas contra os jihadistas.

 

A 24 de Novembro a Sony foi também alvo de um vasto ataque informático, tendo sido divulgada informação confidencial sobre os seus funcionários (como os números da segurança social) e actores. Numa primeira fase não se percebeu logo qual seria a intenção dos piratas informáticos, que começaram por pedir dinheiro para não libertarem a informação sensível. A Sony negou e as fugas de informação começaram.

 

Foram divulgados entretanto muitos emails trocados entre produtores, executivos de topo da Sony e actores, e que geraram grande desconforto, colocando muitas pessoas numa posição constrangedora, já que a grande maioria poderia inserir-se na categoria de escárnio e mal-dizer.

 

A 16 de Dezembro, os hackers mostraram finalmente qual era a sua intenção, ao advertirem que quem fosse ver o filme "The Interview" (traduzido para português como ‘Uma entrevista de loucos’) sofreria na pele. Num género satírico, o filme a história de dois jornalistas recrutados pela agência CIA para assassinarem o líder norte-coreano, Kim Jong-un durante uma entrevista.

 

Uma vez que as proprietárias das salas de cinema começaram a cancelar as exibições previstas, a Sony decidiu, a 17 de Dezembro, retirar o filme. Barack Obama reagiu a 18 de Dezembro, dizendo lamentar que a Sony tivesse cedido a ameaças terroristas sem ter falado primeiro com o presidente dos EUA. Isto no mesmo dia em que o FBI afirmou ter provas de que o regime norte-coreano estava por detrás destes ataques – acusação essa que foi refutada por PyongyanG.

 

No dia 23 de Dezembro, depois de algumas salas de cinema independentes terem dito que exibiriam o filme, a Sony voltou atrás e decidiu mesmo avançar com a estreia para dia 25, o que veio a acontecer. Chegará às salas de cinema portuguesas a 29 de Janeiro.

 

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