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Google investigada em Itália por alegada fuga ao fisco

A Google volta a ser alvo de investigação do fisco por eventuais impostos por pagar. Depois do Reino Unido agora é a vez de Itália. A tecnológica já se mostrou disposta a colaborar.

2ª – Google marca avaliada em 120,314 milhões de dólares (107,30 milhões de euros)
Bloomberg
Wilson Ledo wilsonledo@negocios.pt 28 de Janeiro de 2016 às 16:30
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A Google está a ser investigada em Itália por alegada evasão fiscal, avança a agência Bloomberg esta quinta-feira, 28 de Janeiro.


Em causa estão cerca de 250 milhões de euros de impostos relativos ao período entre 2009 e 2013. Tal representa cerca de 20% do total de vendas que a tecnológica gerou em Itália no último ano.

As autoridades fiscais italianas vão notificar a Google "nas próximas horas", revelou a agência noticiosa Radiocor citando a responsável do fisco daquele país.


À Bloomberg, um porta-voz da Google informou que a companhia paga os seus impostos em todos os países onde opera, acrescentando que a tecnológica está disposta a colaborar com as autoridades.


Na última semana, a 
Google anunciou ter alcançado um acordo com a autoridade fiscal do Reino Unido para o pagamento de 130 milhões de libras (cerca de 172 milhões de euros) em impostos em atraso, que remontam a 2005.

A tecnológica concordou ainda pagar impostos mais elevados no futuro, depois de uma investigação de seis anos do HM Revenue & Customs, o fisco britânico.


As vozes críticas – nomeadamente do partido nacionalista escocês, o Scottish National Party (SNP) - acreditam que o valor não é suficiente para regular uma situação ilegal. A multinacional gera cerca de 10% do seu volume de negócios no Reino Unido, mas não tem deixado lá impostos representativos dessa quota.


A Reuters fez as contas e garante que, se a Google tivesse pago impostos sobe o total da sua facturação no Reino Unido, a factura fiscal da última década superaria os dois mil milhões de euros. Longe do valor agora acordado.

 

Bruxelas admite agora investigar o cenário caso receba alguma queixa. O SNP já avançou nesse sentido, porque quer confirmar se o pacto foi tão generoso ao ponto de constituir uma ajuda de Estado ilegal.

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