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Horta e Costa confirma operadores compram ONI Way no curto prazo (act2)

Os três operadores móveis nacionais vão comprar os activos da ONI Way no curto prazo, confirmou Miguel Horta e Costa, presidente da Portugal Telecom, acrescentando que estão a ser finalizados «pequenos detalhes de natureza jurídica».

Bárbara Leite 19 de Novembro de 2002 às 17:39
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(actualiza com mais informação)

Os três operadores móveis nacionais vão comprar os activos da ONI Way no curto prazo, confirmou Miguel Horta e Costa, presidente da Portugal Telecom, acrescentando que estão a ser finalizados «pequenos detalhes de natureza jurídica».

Uma fonte próxima do processo tinha dito ao Negocios.pt que os três operadores tinham acordado comprar os activos da ONI Way por 180 milhões de euros, estando a ultimar os último detalhes.

«Neste momento há conversações (com a EDP) e penso que em muito curto prazo com certeza havemos de ter novidades», disse hoje Horta e Costa aos jornalistas.

O preço, segundo confirmou o presidente executivo da empresa, «é uma fase passada e neste momento estamos já numa fase relativamente final», escusando-se a avançar qual será o investimento da operadora neste negócio.

Para a concretização desta operação, «há pequenos detalhes de natureza jurídica que estão ainda a ser ultimados», adiantou Miguel Horta e Costa acrescentando que «se decorrer como esperamos, podemos chegar a uma solução interessante para o país».

Horta e Costa lembrou as suas recentes declarações para a dificuldade de rentabilidade do quarto operador móvel nacional. Neste âmbito este responsável adiantou «que penso que o bom senso tem vindo a imperar», sublinhando que o Governo «demonstrou abertura», para a aceitação deste negócio.

O presidente executivo da PT anunciou aos jornalistas, no lançamento do novo serviço da TMN, que permite aumentar a segurança nos automóveis, que a Electricidade de Portugal, vai recepcionar uma proposta individual de cada um dos três operadores móveis: TMN, Vodafone e Optimus, para a compra dos activos da ONI Way.

Esta notícia animou o mercado na parte final da negociação, conseguindo o índice fechar positivo. A EDP subiu 0,6% para 1,68 euros, a PT ganhou 2% para 6,62 euros e a SonaeCom valorizou 2,21% para 1,85 euros.

Compra da rede fixa permite decidir sobre imobiliário

A compra da rede fixa pela Portugal Telecom (PT) vai permitir «uma gestão do parque imobiliário, que está hoje afecto à rede com outra flexibilidade», disse Miguel Horta e Costa.

A PT [PTC] está em negociações com o Governo para comprar a rede básica de telecomunicações que lhe está concessionada até 2025.

Este encaixe financeiro vai permitir o alcance da meta de défice orçamental de 2,8% do Produto Interno Bruto (PIB) prevista pelo novo Governo.

O presidente executivo da PT reiterou que acredita que a operação se concretize até ao final do ano.

Sobre a contestação interna do accionista Banco Espírito Santo (BES) quanto à compra da rede, Miguel Horta e Costa afirmou que «os accionistas têm a sua própria sensibilidade e têm a sua visão pessoal em relação a este tema. A tomada da decisão por parte do grupo PT naturalmente vai mudar as diferentes sensibilidades e será, no fundo, fruto dessas sensibilidades que se chegará a uma decisão final».

O banco liderado por Ricardo Salgado é o maior accionista privado da PT com uma posição de 9,57% do capital da operadora.

No entanto, o presidente da PT lembrou que esta posição «não é nova», mas «há outras sensibilidades que consideram que a rede tem também o seu interesse».

De acordo com o «Semanário Económico», esta rede está avaliada entre 290 a 390 milhões de euros, valor não confirmado por Miguel Horta e Costa.

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