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Horta e Costa diz EDP não prevê recomprar posição na Optimus (act)

A EDP não prevê, de momento, voltar a comprar os 25,49% do capital da Optimus, alienados à Thorn Finance, pois a empresa está a sair do sector das telecomunicações móveis, disse Rui Horta e Costa, administrador financeiro da eléctrica nacional.

Alexandra Luís 12 de Dezembro de 2002 às 13:58
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A Electricidade de Portugal (EDP) não prevê, de momento, voltar a comprar os 25,49% do capital da Optimus, alienados à Thorn Finance, pois a empresa está a sair do sector das telecomunicações móveis, disse Rui Horta e Costa, administrador financeiro da eléctrica nacional.

«A opinião da companhia é de que, neste momento, está de saída do sector de telecomunicações móveis», adiantou hoje Rui Horta e Costa, aos jornalistas à margem da conferência «A importância da informação para a confiança dos investidores nos mercados de capitais» promovida pela CMVM, salientando que a eléctrica não está interessada em voltar a ter participação na Optimus.

O mesmo responsável reforçou a ideia de actualmente a EDP não tem intenções de estar presente no negócio de telecomunicações móveis. «Nós nunca podemos dizer que daqui a 10 anos não muda de opinião, agora garanto-lhe que daqui a 10 dias não mudei (de opinião)».

Rui Horta e Costa afirmou que a telefonia móvel «não é negócio que seja importante e estratégico para nós e portanto vamos ser coerentes com aquilo que dissemos», acrescentando que «daqui a seis vão reconhecer aquilo que estou a dizer hoje».

A EDP alienou em Março passado a posição de 25,49% que detinha na Optimus à Thorn Finance para cumprir com as regras de atribuição da licença de UMTS (Universal Mobile Telecommunications System), que impunha que a eléctrica não poderia deter mais de 10% num operador concorrente.

A Thorn Finance pagou 135 milhões de euros pela posição da EDP na Optimus, operadora móvel da SonaeCom, tendo a eléctrica um direito de preferência sobre terceiros, caso aquela decida vender a participação.

O mercado especulava que a EDP poderia vir a recomprar esta posição na Optimus, ideia que foi reforçada com a decisão da eléctrica em encerrar as operações do quarto operador móvel, ONI Way.

Aumento de capital da ONI não está decidido

Sobre o possível aumento de capital da ONI, o administrador financeiro da eléctrica salientou que o assunto «ainda não foi discutido entre os accionistas». Rui Horta e Costa sublinhou que «do meu ponto de vista há necessidade de um reforço de capitais próprios», que podem ser feitos através de capital, suprimentos, dívida aos accionistas, prestações suplementares ou acessórios.

Contudo o reitera que «o momento não está decidido, o montante não está decidido e a forma também não» deste aumento de capital.

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