Tecnologias Inteligência artificial invade feira de Barcelona

Inteligência artificial invade feira de Barcelona

Desde um robô que pretende ser o “empregado do futuro”, passando por brinquedos que respondem às dúvidas das crianças até a uma solução que serve cerveja automaticamente, esta última portuguesa, são várias as apostas das tecnológicas neste campo.
Inteligência artificial invade feira de Barcelona
Reuters
Sara Ribeiro 01 de março de 2017 às 17:15

Os Bots, ou os robôs que através de softwares de inteligência artificial simulam acções humanas, já começam a fazer parte do quotidiano de milhões de consumidores, muitas vezes sem darem conta. E em breve vão ganhar novo peso, pelo menos do que depender das gigantes tecnológicas que estão a investir em força nesta tecnologia.

 

A tecnologia de inteligência artificial é uma das estrelas do Mobile World Congress - a maior feira de tecnologias móveis do mundo que está a decorrer desde segunda-feira em Barcelona, e que termina esta quinta-feira.

 

Depois da "explosão" de assistentes virtuais como a Siri (da Apple), a Cortana (Microsoft) e a Alexa (Amazon), a popularidade dos Bots aumentou. E os "chatbots" têm estado no centro das atenções, incluindo a do Facebook.

 

Esta tendência não passa só pelos "chatbots", que permitem criar assistentes virtuais capazes de responder a perguntas dos clientes sobre determinadas dúvidas ou problemas dos produtos e serviços. A tecnologia também está a ser aplicada em força no sector automóvel pelas mãos de fabricantes como a Tesla, Ford ou Toyota, mas  também de gigantes tecnológicas como a Apple e a Google.

 

Os protótipos de carros autónomos inteligentes dominam a feira de Barcelona. Mas em vários stands também é possível ser recebido por robôs que cumprimentam os visitantes e interagem. O robô do stand da T Mobile, responde de imediato "goodbye" (adeus em inglês) quando alguém acena o movimento de despedida.

 

Mais à frente, no mesmo stand, a operadora demonstra uma nova tecnologia que permite replicar os gestos de um humano num robô. No meio do stand é possível ver a cabeça e os braços de um robô gigante, e, ao lado, um promotor do stand, humano, que vai mexendo a cabeça e os braços lentamente, movimentos que o robô replica em simultâneo.

 

Ao longo dos oito pavilhões da feira, também é possível ver alguns cães, que, ao longe, parecem quase reais. Mas são também robôs que têm como objectivo, através da inteligência artificial, interagir com os humanos, como verdadeiros animais de estimação.

 

Mas a evolução desta tecnologia não fica por aqui. A SK Telecom, por exemplo, desenvolveu uma solução de um Bot para crianças em forma de urso de peluche. O "Toy BOT", como foi denominado, além de interagir com as crianças tem ainda um sistema que permite fazer chamadas telefónicas.

 

Ao lado do brinquedo, a SK Telecom tem em exibição um outro Bot que pretende "ser o empregado do futuro", como explicou um dos responsáveis do stand.

 

O Bot desloca-se até à mesa dos clientes e, através de um ecrã incorporado, apresenta o menu. Depois dos clientes escolherem o que querem comer ou beber, envia o pedido automaticamente. Além disso, tem um sistema de pagamento integrado.

 

O Pepper, o primeiro robô criado com a capacidade de ler emoções, também não faltou à edição deste ano da feira, como tem sido habitual desde 2014, data em que foi apresentado.

  

O futuro dos call centers passa pelo Messenger?

 

As novas soluções de "chatbots", que consistem em assistentes virtuais, também estiveram no centro das apostas das empresas este ano na feira. E neste campo há uma portuguesa que chamou a atenção de vários visitantes.

 

Trata-se da solução desenvolvida pela portuguesa Wit Software. Para promover a tecnologia desenvolvida pela empresa de Coimbra, resolveram lançar o desafio a vários visitantes para responderem a perguntas sobre capitais e bandeiras de países através do Facebook Messenger. Quem acertasse às cinco questões, recebia um código digital. Depois de passar o código, a máquina de imperial servia automaticamente uma cerveja.

 

"A parte de tecnologia do Bot e de integração com IoT (internet das coisas em português) tem gerado interesse. A cerveja é apenas mais um chamariz", comentou ao Negócios Ricardo Loureiro, "quality manager" da Wit Software.

 

A solução ainda não foi lançada, está apenas "implementada internamente" na empresa. "O nosso sistema de reservas de salas de reuniões e pedidos de almoços já é todo feito com a tecnologia de Bots", explicou.

 

Além da demonstração em parceria com a Sagres, a Wit já realizou algumas demonstrações desta tecnologia de Bots através da integração com a Wikipedia, que permitiam responder a questões, através da Wikipedia, como qual é a altura de uma pirâmide ou quantos anos tem o Barack Obama, detalhou Ricardo Loureiro.




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