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Jazztel Portugal reduziu 50% da força de trabalho e dos custos mensais com reestruturação

A Jazztel Portugal reduziu a sua força de trabalho em «quase 50%», para 60 trabalhadores, tendo os custos mensais globais diminuído «na mesma ordem», disse ao Negocios.pt Francisco Silva, responsável de operações da empresa de telecomunicações.

Negócios negocios@negocios.pt 28 de Agosto de 2002 às 17:59
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A Jazztel, no âmbito do processo de reestruturação da empresa, reduziu a sua força de trabalho em «quase 50%», para 60 trabalhadores efectivos, tendo os custos mensais globais diminuído «na mesma ordem do que o número de trabalhadores», disse ao Negocios.pt Francisco Silva, responsável pela operações da empresa.

«Nós tínhamos um plano, onde numa primeira fase, de maior visibilidade, passava pela redução de efectivos e numa segunda fase a optimização dos custos aliados ao processo operativo», disse ao Negocios.pt Francisco Silva, à margem da apresentação do patrocinio da equipa de vela .

A actividade da Jazztel está «em linha com o que tínhamos planeado para este ano, em termos de redução de custos operativos e de investimentos», referiu o responsável, avançando ainda que «o nível de receitas está em linha», com o previsto pela empresa.

O objectivo da empresa de telecomunicações é «manter o nível de receitas, não era um plano ambicioso ao nível do crescimento», segundo a mesma fonte.

Francisco Silva afirmou que a Jazztel reduziu, a nível mensal global, «na mesma ordem que o número de pessoais, se calhar para 50%».

Relativamente à rede própria da empresa, o responsável de operações da Jazztel disse que «para o nível de maturação que os mercados têm, não é importante ter rede própria, o importante é ter uma rede».

A Jazztel tem, actualmente, uma rede própria na zona metropolitana do Porto e alguns troços em Lisboa. O total da rede insere estes troços próprios, com outros alugados a terceiros que são geridos pela operadora.

A operadora tem vindo a alugar a rede da Portugal Telecom, da ONI, do Metro de Lisboa, entre outros.

No âmbito da parceria que a empresa tem em Espanha com a France Telecom, Francisco Silva não excluí a opção de a estender para o mercado nacional, nomeadamente no que passa por alugar a rede da Novis.

«Já no passado tivemos negociações com a Novis, para pequenos troços, e é uma coisa (aluguer da rede) que pode sempre acontecer se for interessante», reforçou o responsável.

Francisco Silva reforçou que «neste momento não estamos a equacionar» a hipótese de migração de redes, como aconteceu em Espanha com a Uni2 e a Renfe, mas «pode vir a acontecer se for vantajoso».

Francisco Silva diz «Jazztel é para ficar»; quer quota de mercado de 30% em 2002

Francisco Silva disse que «a Jazztel é para ficar», reiterando que prevê atingir o «break even» no final do ano, sendo que «continuamos a liderar no sector empresarial», estimando atingir uma quota de mercado de cerca de 30%, não avançando qual o peso actual.

No âmbito do lançamento do ADSL, o responsável afirmou que a empresa «irá aguardar para ver como é que este mercado se desenvolve», considerando que a oferta ainda é muito reduzida. A Jazztel tenciona lançar a Internet de banda larga «em principio de 2003, se acharmos que o serviço está maduro».

O objectivo da Jazztel, em 2003, «é garantir a autonomia financeira da empresa e ter capacidade financeira para que não necessite de cortar recursos» disse Francisco Silva.

No próximo ano a operadora tenciona voltar aos investimentos, com enfoque no serviço prestado ao cliente.

Jazztel defende consolidação em Portugal e Espanha

A Jazztel defende a consolidação entre operadoras, para que estas possam crescer face aos monopólios existentes em Portugal e em Espanha, liderados pela Portugal Telecom e pela Telefonica, respectivamente.

«Somos claramente a favor da consolidação, onde a Jazztel pode ou não fazer parte desse processo», afirmou o reponsável.

Francisco Silva reforçou que «as conversações (entre a empresa e a France Telecom) nunca pararam», apenas estão a aguardar que as operadoras terminem os seus processos de reestruturação.

A Jazztel celebrou um pré acordo com a Uni2, com o objectivo da operadora espanhola utilizar a rede de fibra óptica da operadora francesa, Uni2. «É significativa a poupança que a empresa fez» com esta operação, afirmou o responsável sem avançar valores.

O operadora frisou que estes pré acordos fazem parte da reestruturação da empresa e que não têm nenhuma relação com as conversações mantidas pela operadora e a France Telecom, sobre a possível integração da Jazztel e da Uni2.

A Jazztel fechou a descer 2,34% para os 1,67 euros.

Por Ana Pereira

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