Tecnologias Luís Peixe: “Não vejo porque não atingir a liderança” com o Windows Phone

Luís Peixe: “Não vejo porque não atingir a liderança” com o Windows Phone

A Nokia deixou de estar gravada nos telemóveis para ser substituída pela Microsoft. Luís Peixe, até há pouco responsável máximo da Nokia, é hoje director-geral da Microsoft Mobile Devices, e falou com o Negócios.
Luís Peixe: “Não vejo porque não atingir a liderança” com o Windows Phone
Bloomberg
Ana Torres Pereira 28 de novembro de 2014 às 19:41

A Nokia deixou de estar gravada nos telemóveis para ser substituída por Microsoft. Luís Peixe, até há pouco responsável máximo da Nokia em Portugal, passou para a Microsoft com a venda e é hoje director-geral da Microsoft Mobile Devices. Ao Negócios, o gestor admitiu que recuperar a liderança que em tempos era ocupada pela Nokia não está fora dos planos. Mas, para já o objectivo é que os Windows Phone conquistem 10% de quota de mercado.

 

Deixou a "camisola" Nokia para vestir a da Microsoft Mobile Devices, o que muda?

A estratégia mantém-se a mesma, o nosso desafio é garantir que o Windows Phone tenha uma implementação grande no nosso mercado, continue a crescer e que consigamos trazer a mensagem Microsoft para os consumidores e para os utilizadores em ambiente empresarial. Agora os telemóveis no universo Microsoft é completamente diferente do que era na Nokia, porque na época a Nokia eram só telemóveis e na Microsoft, os telemóveis é apenas uma área de negócio, aqui a abrangência é muito

O nosso desafio é garantir que o Windows Phone tenha uma implementação grande no nosso mercado.
 
Luís Peixe, director-geral da Microsoft Mobile Devices

maior e o desafio também é mais interessante.

 

É possível combater mais do que o Android (sistema da Google), combater a Samsung, líder de mercado nacional?

Não é uma questão de combater, mas é dar a possibilidade de escolher e os dados que nós temos é que as pessoas que começam a utilizar a nossa plataforma gostam, é uma plataforma simples e independentemente do segmento, seja o mais barato ou o mais caro, a experiência de utilização é a mesma.

 

É possível colocar nos seus objectivos recuperar a liderança do mercado nacional, que já foi em tempos da Nokia?

É engraçado, porque se olharmos para trás a Nokia atingiu a liderança muito suportada em produto de fácil utilização, era comum dizer-se: "eu utilizo Nokia, porque é muito simples de usar". Agora estamos a fazer o mesmo, com a Microsoft, não vejo porque não atingir a liderança. Não tenho isso nos meus objectivos para o próximo ano, porque isso seria ridículo, não vejo porque não e garantir uma quota bastante significativa no mercado.

 

O que é uma quota bastante significativa?

É uma quota que nos permita ter uma presença significativa no mercado. A massa critica consegue-se com uma quota de dois dígitos…

 

Quando é possível chegar ou ultrapassar os 10%?

Não vai demorar muito, mas como sabe nós não damos quotas.

Queremos trazer produtos que nos dão uma maior abrangência e apostarmos naquilo que são os segmentos com maior crescimento, que são os segmentos abaixo dos 200 euros. 
 
Luís Peixe
Director-geral da Microsoft Mobile Devices

 

Quais os objectivos para 2015?

Continuar a desenvolver a nossa plataforma, trazer produtos que nos dão uma maior abrangência e apostarmos naquilo que são os segmentos com maior crescimento, que são os segmentos abaixo dos 200 euros e isso permitirá crescer quota.

 

Os smartphones continuarão a alavancar o mercado?

O que nós vemos é que o mercado no seu todo vai ficar mais ou menos inalterado, vai ter uma pequena queda de um dígito. O que está a acontecer é uma substituição, os feature phones caem e os smartphones crescem e é aqui que temos uma oportunidade.

 

Como foi a integração na Microsoft?

A integração está feita, já nem devemos falar nisso, porque a foi natural, a equipa passou e a cultura já está incorporada. 




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