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Microsoft lança OPA à Yahoo! por 30 mil milhões de euros (act.)

A Microsoft lançou uma oferta pública de aquisição (OPA) sobre a Yahoo! no valor de 44,6 mil milhões de dólares (30,02 mil milhões de euros), ou 31 dólares por acção. O prémio oferecido é de 61,62% face ao fecho de ontem. As acções da Yahoo! dispararam ma

Ana Torres Pereira atp@negocios.pt 01 de Fevereiro de 2008 às 12:27
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A Microsoft lançou uma oferta pública de aquisição (OPA) sobre a Yahoo! no valor de 44,6 mil milhões de dólares (30,02 mil milhões de euros), ou 31 dólares por acção. O prémio oferecido é de 61,62% face ao fecho de ontem. As acções da Yahoo! dispararam mais de 62%, no mercado alemão.

A maior empresa de software do mundo fez uma proposta aos administradores da Yahoo, no sentido de adquirir a totalidade das acções desta última, refere a empresa em comunicado.

Este negócio, caso se concretize, permitirá aos accionistas da Yahoo optar por receber dinheiro ou acções da Microsoft.

Os mercados europeus ficaram animados com este anúncio tendo beneficiado os papéis da Yahoo! com uma subida máxima de mais de 62%, no mercado alemão.

Dois anos de conversações para parcerias

Nos últimos dois anos, as duas empresas estiveram a analisar a possibilidade de trabalhar em conjunto, de acordo com a carta enviada por Steve Balmer, CEO da Microsoft, à administração da Yahoo!. Há um ano, a Yahoo havia rejeitado a possibilidade de OPA lançada pela Microsoft.

Steve Balmer, na sua carta vai mais longe, dizendo que em "Fevereiro de 2007 recebi uma carta do vosso Chairman dizendo que do ponto de vista da Yahoo ‘não é agora o momento certo, de acordo com as perspectivas dos nossos accionistas, para entrar em discussão no sentido de procedermos a uma transacção de venda’".

Após estas palavras é possível depreender que a Yahoo neste momento está mais receptiva a uma aproximação, uma vez que em Fevereiro aquando deste novo contacto entre as empresas, a Microsoft não veio a público manifestar a sua intenção de aquisição.

"Enquanto a parceria comercial fez sentido numa determinada altura, a Microsoft acredita que a única alternativa neste momento é agora a proposta que fazemos, ou seja, a combinação entre a Microsoft e a Yahoo!", explicou Balmer, na mesma carta, citada pela Bloomberg. O responsável acrescenta que "esta proposta representa uma proposta de valor para os seus accionistas".

O CEO da Microsoft sublinha que a maior fabricante de software do mundo respeita o trabalho da Yahoo e acredita que em conjunto as duas empresas "poderão oferecer um conjunto de soluções para os seus clientes, anunciantes enquanto nos tornamos melhor posicionados para competir no mercado dos serviços online".

A combinação das duas empresas irá criar uma empresa mais eficiente e com sinergias em quatro áreas distintas: maior número de audiências pela escala o que cria valor para os anunciantes, combinação de talento na engenharia o que poderá acelerar a inovação, eficiência operacional com redução de custos e capacidade de inovação para novas experiências para os utilizadores nas áreas de vídeo e móvel.

A Microsoft, em comunicado, diz acreditar ser possível gerar sinergias, nestas áreas, no valor de mil milhões de dólares por ano.

Microsoft quer integrar trabalhadores da Yahoo

Com vista a não criar animosidades, a Microsoft tranquiliza os trabalhadores da Yahoo dizendo que é sua intenção de os integrar na mesma companhia.

A gigante norte-americana está confiante que receberá as aprovações necessárias, diz no mesmo documento, esperando que este processo de proposta esteja concluído no segundo semestre deste ano.

A Microsoft, em 2007, registou um volume de negócios de, 51 mil milhões de dólares, com 14 mil milhões de dólares de resultados, enquanto a Yahoo registou receitas de 6,9 mil milhões, e 660 milhões de lucros.

A Yahoo tem actualmente 11.400 trabalhadores e a Microsoft tem 79 mil trabalhadores.

No mercado alemão, as acções dispararam um máximo de 62,93%, para os 20,66 euros. Com esta subida a Yahoo anulou as perdas acumuladas desde o inicio do ano, seguindo agora com um ganho de 25%.

A Microsoft seguia a perder 1%, para 21,50 euros, no mercado alemão, depois de já ter estado a perder mais de 2%.

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