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Microsoft pode ser multada pela UE e obrigada a retirar Media Player do Windows

A União Europeia vai provavelmente multar a Microsoft por abuso de posição dominante e forçar a companhia americana a retirar o «software» Media Player do sistema operativo Windows.

Nuno Carregueiro nc@negocios.pt 06 de Agosto de 2003 às 14:27
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A União Europeia vai provavelmente multar a Microsoft por abuso de posição dominante e forçar a companhia americana a retirar o «software» Media Player do sistema operativo Windows.

Num comunicado a Comissão Europeia diz que «concedeu uma última oportunidade à Microsoft para apresentar observações antes de encerrar a sua investigação em matéria de práticas anticoncorrenciais».

Segundo Bruxelas, os elementos recolhidos na investigação confirmam e «consubstanciam a conclusão anterior da Comissão de que a Microsoft está a utilizar a sua posição dominante no mercado dos PC para se impor no mercado dos servidores de reduzida capacidade e que a subordinação por parte da Microsoft do Windows Media Player ao sistema operativo Windows PC reduz a concorrência».

Ao oferecer o Media Player, um «software» para música e vídeos, no seu sistema operativo, a Microsoft faz concorrência desleal com outros programas, como o Quick Time da Apple Computer.

«Esta comunicação de acusações, que inclui a identificação de soluções adequadas, concede uma última oportunidade à Microsoft para apresentar observações antes de a Comissão encerrar o processo. Estamos determinados a assegurar que o resultado final deste processo redunde em benefício tanto da inovação como dos consumidores», diz Mário Monti, Comissário Europeu da Concorrência.

Parte das acusações mais graves de práticas monopolistas que a Microsoft era acusada nos Estados Unidos foi já resolvida, mas na Europa a companhia de Bill Gates enfrenta ainda graves problemas.

As multas de Bruxelas podem chegar a 10% do volume de negócios da empresa, pelo que a coima pode ascender a 3,2 mil milhões de dólares. A multa mais elevada aplicada até hoje pela União Europeia foi a de 462 milhões de euros à farmacêutica Roche.

A investigação de Bruxelas às condutas da Microsoft teve inicio em 1998, depois de queixas da Sun Microsystems.

As acções da Microsoft atingiram uma desvalorização máxima de 2,2% na Bolsa de Frankfurt.

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