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Microsoft receia que União Europeia possa exigir alterações ao Windows Vista

A Microsoft considera que os consumidores europeus devem ter acesso às novas características de segurança do seu sistema operativo Windows Vista, mas mostra-se preocupada com a possibilidade de a União Europeia poder exigir a sua retirada.

Carla Pedro cpedro@negocios.pt 12 de Setembro de 2006 às 17:35
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A Microsoft considera que os consumidores europeus devem ter acesso às novas características de segurança do seu sistema operativo Windows Vista, mas mostra-se preocupada com a possibilidade de a União Europeia poder exigir a sua retirada.

A maior fabricante mundial de software planeia disponibilizar o Vista às empresas em Novembro e aos consumidores em geral em Janeiro, segundo o porta-voz da empresa, Tom Brookes.

A empresa prevê que a comercialização do Windows Vista possa ser atrasada se a Comissão Europeia, órgão regulador da UE, exigir alterações ao software, adiantou Brookes, citado pela Bloomberg.

"A Comissão Europeia não pretende proibir a Microsoft de melhorar a segurança dos seus produtos", afirmou hoje um porta-voz daquela instituição. "A CE, contudo, está convicta que a segurança dos computadores depende da diversidade e inovação no campo do software de segurança".

"Essa diversidade e inovação poderá estar em risco se a Microsoft puder excluir a concorrência existente nos mercados de software de segurança, onde existem várias fontes de segurança com bastante reputação", salientou Todd.

A Comissão Europeia está a rever uma proposta que recebeu no mês passado. O Vista está dois anos atrasado em relação ao previsto e um novo adiamento poderá custar à Microsoft centenas de milhões de dólares de receitas, declarou em Julho o director financeiro da empresa, Chris Liddell.

"Uma das nossas principais preocupações é que os consumidores europeus tenham acesso que todos os outros às mesmas novas características de segurança do Windows Vista", afirmou Erich Andersen, conselheiro geral da Microsoft para a Europa, Médio Oriente e África. "Esperamos que a CE não exija a retirada dessas importantes características na Europa".

Andersen disse que a segurança é "uma das áreas de preocupação" dos reguladores europeus e que não sabia qual o prazo para a inspecção ao Vista.

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