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Microsoft e FBI dão “murro no estômago” à maior rede de pirataria da actualidade

Em conjunto com as autoridades de mais de 80 países a Microsoft e o FBI terão desactivado parte do Citadel, o exército pirata que terá roubado 500 milhões de dólares nos últimos 18 meses.

Rita Dias Baltazar rbaltazar@negocios.pt 06 de Junho de 2013 às 16:25
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A unidade de crime digital da Microsoft terá desactivado pelo menos 1.000 redes informáticas, de um total de 1.400, que seriam responsáveis pelo desvio de 500 milhões de dólares nos últimos 18 meses.

 

Esta organização, conhecida por Citadel Botnets (exércitos Citadel), terá infectado 5 milhões de computadores, por todo o mundo, refere a Microsoft, segundo a Reuters.

 

Na lista de instituições financeiras afectadas incluem-se nomes como: American Express, Citigroup, Credit Suisse, Bank of America, HSBC, ou o serviço de PayPal do eBay, cita a agência britânica.

 

Apesar dos criminosos continuarem foragidos e das autoridades não conhecerem ainda a identidade dos principais membros do grupo, as suas capacidades de actuação ficaram mais reduzidas depois desta operação. “Os bandidos sofrerão um murro no estômago”, afirmou Richard Domingues Boscovich, conselheiro geral assistente da unidade criminal da Microsoft. A tecnológica trabalha, nesta operação, em parceria com o FBI e com autoridades de mais de 80 países.

 

As autoridades suspeitam que a quadrilha tenha sido fundada por um indivíduo com a alcunha de “Aquabox”, que viverá na Europa de Leste e trabalhará com 81 seguidores, afirmou Boscovich, à Reuters.

 

Os Botnets são exércitos de computadores pessoais infectados que executam “software” que os deixa sob o controlo de servidores operados por “hackers”. Este sistema é usado com frequência em crimes financeiros, para envio de “spam”, distribuição vírus e ataque de redes informáticas, explica a Reuters.

 

O Citadel será um dos maiores exércitos a operar, na actualidade. A Microsoft suspeita que Aquabox terá fornecido versões pirateadas do sistema operativo Windows para países como: EUA, Europa de Leste, Hong Kong, Índia e Austrália. Desta forma, os criminosos conseguem controlar os computadores infectados. Aquabox poderá ainda receber uma parte do dinheiro roubado, segundo a Microsoft.

 

Em 2012, a unidade de crimes digitais da Microsoft derrubou centenas de exércitos Zeus que usavam software e infra-estrutura semelhante ao Citadel, mas eram menos sofisticados, lembra a Reuters.

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