Tecnologias Multinacionais queixam-se da falta de programadores em Portugal

Multinacionais queixam-se da falta de programadores em Portugal

Treze centros de serviços globais que operam em Portugal estimam a contratação de 3.700 pessoas nos próximos dois anos, indica um inquérito realizado pela plataforma Talent Portugal.
Multinacionais queixam-se da falta de programadores em Portugal
Bloomberg
António Larguesa 10 de novembro de 2016 às 13:51

Programadores de tecnologias de informação, fluentes em línguas de nicho, engenheiros e falantes de língua francesa. São estas as quatro competências que os presidentes dos centros de serviços globais instalados em Portugal mais têm dificuldade em encontrar no mercado de trabalho.

 

Segundo um inquérito feito em Outubro pela Talent Portugal, uma comunidade recém-formada para atrair profissionais para empresas tecnológicas e centros de serviços globais presentes no país, estas organizações estão já a adoptar várias medidas para tentar inverter esta realidade e "captar mais e melhores candidatos".

 

"Estão a apostar em ‘employer branding’ – técnica para melhorar a percepção da empresa juntos dos colaboradores e candidatos –, nas perspectivas de evolução de carreira e na ligação às universidades, sendo que acreditam que o facto de serem uma marca global, que vive muito da referência pessoa a pessoa e que está presente nas redes sociais, são os factores distintivos para que sejam reconhecidos no mercado do talento", frisa a entidade liderada por Luís Sottomayor.

 

Adidas, Webhelp, Concentrix, Infineon, Linde, Yazaki, Altran, Blip, Creative, Outsystems, Gfi, ITSector e Sitel. Foram estas as empresas que actuam a nível global, que participaram neste inquérito. Do total de mais de 5.500 colaboradores que trabalham nos seus centros de serviços em Portugal, 658 são luso-descendentes.

 

Para os próximos dois anos, os presidentes executivos destas empresas de referência antecipam a contratação de 3.700 novos colaboradores em Portugal. Mas para preencherem estas vagas de emprego, a solução terá de passar pela "reciclagem" de perfis, pela aposta na atracção de estrangeiros, por uma ajuda das entidades públicas na promoção deste sector e pelo reforço da ligação às universidades portuguesas.

 

Questionadas sobre a maior vantagem de Portugal em relação ao capital humano, os gestores apontaram, em primeiro lugar, a "qualificação dos recursos", por exemplo ao nível de competências técnicas, valorizando de seguida factores como a qualidade do serviço prestado e a "excelente relação qualidade/preço".

 

Por último, o sucesso de operações já instaladas, a estabilidade geo-política, a integração na Europa e a posição geográfica são as principais vantagens e os elementos que justificaram a escolha do país para instalar os seus centros de serviços, que a partir de Portugal dão resposta a vários países estrangeiros.




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