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Novis investe menos de 14 milhões em 2003; lidera alternativos

A Novis prevê investir, em 2003, menos de metade dos 28 milhões de euros despendidos no ano passado, reiterando o «break even» operacional este ano. A operadora da SonaeCom destaca a liderança entre os alternativos em todos os segmentos de voz.

Negócios negocios@negocios.pt 26 de Maio de 2003 às 18:29
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A Novis prevê investir, em 2003, menos de metade dos 28 milhões de euros despendidos no ano passado, reiterando o «break even» operacional este ano. A operadora da SonaeCom destaca a liderança entre os alternativos em todos os segmentos de voz.

«Vamos investir menos de metade do que investimos no ano passado», disse Pedro Carlos, administrador executivo da Novis, em conferência de imprensa.

Em 2002, os investimentos da Novis totalizaram os 28 milhões de euros. A operadora concluiu a rede de fibra óptica num total de 2.942 km, que implicou investimentos, desde 2000, na ordem dos 95 milhões de euros.

Em Lisboa e Porto, a rede da Novis cobre 295 km.

A contenção de investimentos será acompanhada da consecutiva racionalização de custos. Com estes dois pressupostos, a operadora reitera o alcance do «break even» operacional em 2003 e o continuou aumento das receitas e da quota.

A contenção de custos aplicou-se na redução de pessoal, que não vai prologar-se em 2003, garantiu Pedro Carlos.

No final do primeiro trimestre, a Novis registou EBITDA (cash flow operacional) negativo de 2,2 milhões de euros.

«Os resultados e receitas continuam uma boa tendência e uma boa evolução», ressalvou Pedro Carlos.

Esta «performance» é visível, segundo a operadora, nas quotas de mercado alcançadas que não condicionaram a sustentabilidade das operações.

Novis com 8,4% de quota no trimestre

A Novis, segundo dados da Marktest e DataE, relativos ao primeiro trimestre de 2003, alcançou uma quota de mercado de 8,4% das Pequenas e Médias Empresas (PME’s), em todos os segmentos de voz.

Com esta posição, a Novis destaca-se como líder entre os operadores alternativos (ONI, Jazztel, Vodafone, Cabovisão), acrescentou a empresa.

A operadora de telecomunicações fixas da SonaeCom diz que permanece com uma quota de 7,7% em relação aos potenciais aderentes aos serviços de telefonia alternativos ao grupo Portugal Telecom.

Novis aguarda regulação para lançar ADSL através de centrais

A acção do regulador tem um papel primordial para o alcance dos objectivos da operadora. Neste âmbito, a Novis apela à intervenção da Autoridade Nacional de Comunicações (Anacom), que haja, em Portugal, a capacidade dos alternativos para garantirem serviços em concorrência saudável na voz indirecta e acabar com o monopólio da PT na banda larga.

A Novis aguarda a alteração das condições de disponibilização das centrais para aceder directamente aos clientes para lançar serviços de Internet de banda larga (ADSL).

«A Novis já está preparada para o serviço (ADSL), mas com estas condições (nas centrais telefónicas) não vamos avançar», reforçou o mesmo responsável.

A Novis mantém, no entanto, ofertas de ADSL alugando a rede da PT, mas considera ser mais rentável disponibilzar este serviço através do lacete local (directamente das centrais ao cliente final).

Para tornar a operação rentável e ser alargada a oferta de ADSL em Portugal, a Novis destaca a «criação de condições a preços razoáveis, não apenas na mensalidade, mas nos custos de instalação e nos custos de ilegibilidade». Além disto, o regulador deveria aumentar as coimas para dissuadir a práticas operacionais que penalizam as operações da operadora e pressionar a PT para reduzir os prazos de disponibilização da oferta.

Novis continua interessada nas consolidações

Para a SonaeCom, 2003 é um ano de consolidações. Na telefonia móvel, a empresa não prevê grandes desenvolvimentos.

Lembrando que a definição da eventual consolidação cabe aos accionistas e não à administração, Pedro Carlos assegurou que a Novis é «uma empresa interessante» para figurar entre os processos de consolidação do sector.

O objectivo da administração é permitir à empresa ganhar valor para estar melhor posicionada num cenário de fusão das operações com a concorrência.

No ano passado, a Electricidade de Portugal (EDP), maior accionista da ONI e a SonaeCom iniciaram negociações que não foram concluídas, para fundirem as respectivas operações nas telecomunicações.

Por Bárbara Leite

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