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O carro do futuro anda sozinho

Pode pôr os pés em cima do "tablier" no carro desenvolvido pela Google e descansar: o automóvel conduz-se a si mesmo.

Pedro Carreira Garcia pedrogarcia@negocios.pt 11 de Outubro de 2010 às 16:08
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A Google anunciou ontem que está a desenvolver automóveis que se conduzem automaticamente através do trânsito. Ficção científica? Não, pelo menos desde que estes protótipos começaram a circular pelas estradas californianas desde há alguns meses, diz a revista “Mashable”.

O “New York Times” revelou que a Google contratara engenheiros que já antes terão participado em corridas de automóveis automatizados, tendo a empresa iniciado a investigação neste campo inovador desde 2005.

Os carros em teste tiveram ‘colaboração’ humana, com uma pessoa no lugar do condutor pronta a pegar nos comandos caso os sistema falhe, e um engenheiro da Google no ‘lugar do morto’ a supervisionar o sistema. O Prius em teste foi, segundo o jornalista do NYT, um autêntico “tour de force”, quando o automóvel detectou a existência de outro automóvel na faixa esquerda, desviando-se automaticamente para a faixa mais à direita.

Um sensor chamado Lidar efectua, com exactidão de centímetros, mapas tridimensionais numa área de 70 metros, equipado com três radares extra que detectam obstáculos na via, como peões e ciclistas, mapeando ao mesmo tempo a iluminação nas ruas. Outra tecnologia utilizada pela Google, a SLAM (Mapeamento e Localização Simultâneas), produz automaticamente um mapa da área onde o veículo se encontra, “localizando o veículo nessa mesma área”, segundo o jornalista do NYT. Apesar disso, ainda existem falhas, como o não-reconhecimento de uma hipotética sinalização manual pela parte de um polícia.

A “Mashable” reforça os benefícios ambientais e económicos – a optimização da velocidade e do consumo de gasolina – a resolução automática de eventuais problemas de trânsito e a possibilidade de se aproveitar o tempo passado dentro de um carro com outras coisas que não conduzir.

Segundo a “Mashable”, esta tecnologia estaria, nas previsões mais optimistas, em oito anos disponível no mercado. Juridicamente, um automóvel teria sempre de ser conduzido por alguém – e prevê-se que este seja um dos maiores obstáculos à implementação desta nova tecnologia.

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