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O flash perdeu brilho: Kodak já pediu protecção contra credores

A história da empresa que eternizou o "momento Kodak" chegou a um novo capítulo: o capítulo 11 da Lei das Falências dos EUA. A fabricante de máquinas fotográficas pretende ganhar tempo para conseguir reorganizar as suas finanças e acompanhar, finalmente, a passagem do analógico para o digital.

Diogo Cavaleiro diogocavaleiro@negocios.pt 19 de Janeiro de 2012 às 08:57
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Depois de vários meses de rumores, a Eastman Kodak, fundada em 1880, apresentou mesmo o pedido de protecção contra credores. O objectivo é conseguir acompanhar a transferência do analógico para o digital, uma mudança que nunca conseguiu seguir, verdadeiramente, até hoje.

A fabricante de máquinas e de rolos fotográficos entregou um pedido para protecção contra credores, no tribunal de Manhattan, ao abrigo do Capítulo 11 da Lei das Falências dos Estados Unidos. A empresa quer proteger activos no valor de 5,1 mil milhões de dólares e dívida de 6,8 mil milhões de dólares, indica a Bloomberg.

“A Kodak está a dar um passo significativo para permitir que a nossa companhia complete a sua transformação”, comentou Antonio Perez , administrado executivo da cotada, em comunicado, citado pelo “Financial Times”.

Com esta protecção, a empresa liderada por Antonio Perez tenta ganhar tempo para conseguir reorganizar as suas finanças - a Kodak tem dívida classificada como "lixo" pela Moody's - e tenta também reorganizar os seus negócios, de modo a acompanhar, então, a transferência dos consumidores do analógico para o digital.

A Kodak assegurou um financiamento especial com o Citigroup, no montante de 950 milhões de dólares, cujo objectivo é assegurar o financiamento da empresa durante o processo de falência. Este empréstimo tem, segundo a Bloomberg, de ser aprovado por um administrador de falência.

A empresa norte-americana pretende igualmente vender 1.100 patentes que detém, uma meta que já definiu há algum tempo mas que ainda não conseguiu cumprir, pois não consegue encontrar compradores. Essa venda deveria aliviar parte das pressões financeiras que estão sobre si.

Os rumores de que a Kodak vai entrar em processo de falência não são novos e hoje têm a sua confirmação. A empresa, que em bolsa chegou a ter as acções a cotar perto dos 95 dólares, em 1997, encerrou ontem a cotar nos 0,5547 dólares. A 5 de Janeiro, os títulos estiveram nos 0,36 dólares, o mínimo histórico. Em 2012, a Kodak já perdeu quase 15% do seu valor.

(notícia corrigida no quinto parágrafo: o financiamento que a Kodak acordou com o Citigroup é de 950 milhões de dólares e não 950 mil milhões de dólares, como, por lapso, estava anteriormente indicado)
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