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Pedido de adiamento do UMTS não é unânime para todos operadores

O pedido de adiamento do Universal Mobile Telecommunications System (UMTS) não é uma intenção defendida por todos os operadores de telecomunicações móveis nacionais. A TMN disse ao Negocios.pt que «não está a prever pedir o adiamento».

Bárbara Leite 19 de Agosto de 2002 às 20:30
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O pedido de adiamento do Universal Mobile Telecommunications System (UMTS) não é uma intenção defendida por todos os operadores de telecomunicações móveis nacionais. A TMN disse ao Negocios.pt que «não está a prever pedir o adiamento».

Álvaro Dâmaso, recém-empossado presidente da Autoridade Nacional de Comunicações (Anacom), afirmou ao «Expresso» que não exclui a possibilidade de um adiamento do lançamento do UMTS, previsto para o final do ano, desde que haja «um pedido comum de todos os operadores».

Este pedido comum não deverá ocorrer, visto que a TMN, operadora de telecomunicações móveis da Portugal Telecom (PT) [PTC] afirmou ao Negocios.pt que «em relação ao pedido de adiamento, não estamos a prever fazê-lo».

Fonte oficial da TMN acrescentou que «continuamos a trabalhar no UMTS e a prova é que temos feito inúmeras demonstrações do nosso serviço».

Por outro lado, a Optimus, operadora móvel da SonaeCom [SNC] que também garantiu uma licença para operar no UMTS, mostra-se favorável a um pedido de adiamento por falta de equipamentos terminais que possibilitem lançamentos de operações «com sucesso».

A operadora do grupo liderado por Paulo Azevedo, que também exerce funções como presidente da Apritel, associação dos operadores de telecomunicações nacionais, avançou hoje ao Negocios.pt, que «há muito que estamos preparados para o UMTS», mas defendemos que «não é benéfico para o país lançar as operações sem uma garantia de sucesso».

Neste sentido, fonte oficial da Optimus adiantou ao Negocios.pt que «estamos favoráveis a um adiamento» da nova tecnologia UMTS.

A ONI Way, operadora do universo Electricidade de Portugal (EDP) [EDP], a nova operadora que vai entrar no mercado móvel, referiu que este «é um cenário que está em aberto e que deverá ser tratado em sede própria, devendo-se exigir o devido tempo para análise».

Fonte oficial da ONI Way afirmou que o adiamento do UMTS «apenas favorece alguns operadores». Neste sentido, a ONI Way, que ainda não detém quaisquer operações na telefonia móvel, seria a mais prejudicada com um novo adiamento porque adiaria a rentabilização dos investimentos já efectuados para o lançamento desta tecnologia.

Em última análise, o adiamento do UMTS pressionaria a aceleração do processo de consolidação entre a ONI e a SonaeCom, destacam analistas.

A ONI Way explica que «acreditamos que estamos na linha da frente e podemos arrancar com o serviço (do UMTS) com uma cobertura e base de clientes limitada até ao final do ano, em virtude do pequeno número de terminais que consideramos poder adquirir», disse a mesma fonte.

A operadora do Grupo ONI acrescenta que detém dois centros tecnológicos, em Lisboa e no Porto, para arrancar com a tecnologia da terceira geração móvel.

A Vodafone Telecel [TLE] não se encontrava estava disponível para comentar o eventual pedido de adiamento do UMTS.

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