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Pode o gráfico social do Facebook ameaçar a Google?

“O que é que é mais valioso? Encontrar um restaurante de Sushi em Nova Iorque ou encontrar um de que os meus amigos gostem?” A resposta a esta questão pode antecipar quem é o vencedor da batalha de quem detém o poder da informação: Google Vs Facebook.

Wall Street em alta em dia de G-8 e estreia do Facebook (act.)
Rita Dias Baltazar rbaltazar@negocios.pt 16 de Janeiro de 2013 às 17:04
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Em 2011, a Google criou uma rede social o Google+. Dois anos depois o Facebook apresenta um motor de busca interno, o gráfico social.

 

A Google indexa mais de 30 biliões de páginas online e 100 mil milhões de consultas por mês. O Facebook (FB) tem 1.000 milhões de utilizadores, 240 mil milhões de fotografias e 1 bilião de ligações.

 

Impõe-se a pergunta: “o que é que é mais valioso? Encontrar um restaurante de Sushi em Nova Iorque ou encontrar um de que os meus amigos gostem?” A questão é levantada por Michael Gartenberg, analista da Gartner, quando consultado pela agência Bloomberg.

 

Anthony DiClemente, analista do Barclays, considera que o gráfico social não representa uma ameaça para a Google. A justificação está no facto do sucesso do motor de busca do FB depender dos utilizadores.

 

O motor de pesquisa do Facebook terá mais ou menos sucesso, consoante o nível de partilha dos interesses e “likes” dos seus "amigos" , diz DiClemente, alertando que só haverá um volume significativo daqui a algum tempo.

 

Nesse período de tempo, o Facebook pode gerar um aumento de tráfego e de número de anunciantes e consequentemente de receitas, mas em simultâneo os utilizadores podem não estar dispostos a gastar esse tempo na rede social.

 

O analista do Barclays não prevê que o motor de busca vá contribuir para um aumento significativo das receitas do FB e desvaloriza a parceria com o Bing da Microsoft. Afinal, o motor de busca da gigante norte-americana é uma ferramenta de pesquisa na Web já disponível no FB. Com o gráfico social, esta ferramenta continuará a desempenhar função semelhante: suprir as falhas de pesquisa do motor de busca interno da rede liderada por Zuckerberg.

 

Por outro lado, a consultora de tecnologias, IDC, estima que o volume de receitas que pode ser alcançado não é despiciendo. 

 

A companhia de Mark Zuckerberg, fundada em pareceria com Eduardo Severin, pode optar por introduzir mais publicidade baseada na pesquisa de resultados. Se isto acontecer, o FB poderá arrecadar 5% dos 15 mil milhões de dólares (11,233 mil milhões de euros) que vale o mercado publicitário norte-americano. Um ano é o prazo estimado por Karsten Weide, analista da IDC consultada pela Bloomberg, para que isto possa ocorrer.

 

Na apresentação desta terça-feira, Zuckerberg afirmou que o “terceiro pilar” da rede social poderia tornar-se um “negócio”, mas não especificou como é geraria dinheiro brevemente. Os investidores não terão ficado muito satisfeitos com este facto, já que pretendem antecipar os passos para gerar dinheiro rapidamente, segundo Susan Etlinger, analista do Altimeter Group, consultada pela mesma agência norte-americana.

 

Dois anos depois da Google ter entrado no seu território, Zuckerberg contratou Lars Ramussen e Tom Stocky, antigos funcionários da rival, que estiveram por trás da construção do gráfico social. Neste momento, o Facebook está pronto para "roubar" terreno. Isto, depois de ter assegurado que “adoraria trabalhar com a Google”, mas não conseguiu alcançar um acordo com a empresa sobre a recolha e utilização de dados dos utilizadores.

 

Na sessão bolsista de ontem, a lentidão do FB em gerar receitas e a ausência de uma resposta directa na apresentação penalizaram o desempenho no mercado de capitais da companhia norte-americana. A cotada terminou a sessão a perder 2,74% para os 30,10 dólares por acção. Já a Google encerrou a sessão a ganhar 0,23% para 724,93 dólares.

 

Esta quarta-feira, o Facebook perde 0,56% para 29,93 dólares e a Google recua 0,74% para 719,58 dólares.

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