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Portugal está na segunda divisão europeia da digitalização

A dimensão do mercado digital e a fraca conectividade puxam para baixo a pontuação portuguesa no ranking anual da Euler Hermes, em que o país ocupa a 32ª posição. Percorra a galeria para ver as principais classificações.

António Larguesa alarguesa@negocios.pt 06 de Abril de 2018 às 15:25
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Portugal está na segunda metade da tabela (17º lugar de 28) dos países da União Europeia mais capazes de se adaptarem à transformação digital em curso na economia, sendo esta classificação afectada sobretudo pela dimensão do mercado digital português e pelo parâmetro da conectividade, que engloba indicadores como o rácio de utilizadores de Internet, as subscrições de serviços móveis ou a quantidade de servidores seguros.

 

Na edição de 2018 do "Enabling Digitalization Index" (EDI), Portugal sobe um lugar em relação ao ano passado e ocupa agora a 32.ª posição, em termos globais. Num total de 115 países avaliados pela francesa Euler Hermes, accionista da seguradora de créditos COSEC, as economias europeias ocupam metade do top10 e surgem mais dois países de língua portuguesa: Brasil (62º) e Moçambique (104º). Percorra a fotogaleria para conhecer as principais classificações.

 



Numa escala de zero a 100, Portugal obtém 52,7 pontos e surge imediatamente atrás da Lituânia e à frente do Qatar neste estudo anual. Das cinco principais variáveis, aquela em que o país pontua melhor – e surge até à frente da França ou da Bélgica – é a regulamentação (82,6/100), com o relatório a destacar que "um ambiente de negócios propício é um forte impulsionador para o financiamento, o investimento e o empreendedorismo".

Nas duas restantes, as infra-estruturas logísticas portuguesas merecem uma pontuação de 65,4 que, pelo menos comparativamente, é fraca – só três dos países que estão acima no ranking global é que têm um valor mais baixo –, enquanto ao nível do conhecimento (61,6) o panorama é um pouco menos sombrio. A qualidade da formação e educação superior nas empresas, o investimento em projectos de investigação (I&D) e as parcerias universitárias valem o "troféu" de superar os vizinhos e concorrentes directos de Espanha (58,7) e Itália (59,8). 


Foi precisamente para acelerar a digitalização do país que o Governo português e a tecnológica norte-americana Cisco assinaram em Março de 2018 um memorando de entendimento, válido para os próximos dois anos, em que vão "cooperar com o intuito de usufruir das oportunidades apresentadas por uma economia digital, impactando positivamente o crescimento do PIB, a educação, a inovação e a competitividade, assim como a inclusão social e a qualidade de vida".



Europa é espaço ideal para "vingar na era digital"

 

O amplo mercado, o forte ecossistema de conhecimento e o ambiente de negócios favorável – apresentadas como as "três grandes áreas alinhadas com as condições da transformação digital" – dão aos Estados Unidos a liderança neste ranking da flexibilidade para a digitalização. Na cauda da tabela surgem a Libéria (11,2), a Mauritânia (9,2) e o Chade (6,9), que no EDI 2018 mantêm os três lugares mais indesejados.

 

O estudo destaca a Europa Ocidental, encabeçada pela Alemanha, pelo "ambiente certo para os negócios vingarem na era digital", sendo que o Velho Continente mete 16 países nos 30 primeiros classificados. A empresa proprietária da seguradora líder em Portugal nos ramos de crédito e caução cita inclusive neste relatório os "benefícios" da construção e pertença à União Europeia, traduzidos em "práticas de negócio alinhadas, uma infra-estrutura logística avançada e um ecossistema de conhecimento mais forte".

Em entrevista ao Negócios e à Antena 1, em Fevereiro, Pedro Duarte, presidente do conselho estratégico da CIP para a economia digital, considerou que este tema pode ser um "desígnio nacional", mas tem de envolver toda a sociedade, acreditando mesmo que "Portugal pode ser o país mais pró-digital do mundo".

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