Tecnologias Portugal está na segunda divisão europeia da digitalização

Portugal está na segunda divisão europeia da digitalização

A dimensão do mercado digital e a fraca conectividade puxam para baixo a pontuação portuguesa no ranking anual da Euler Hermes, em que o país ocupa a 32ª posição. Percorra a galeria para ver as principais classificações.
Andrew Harrer Michele Tantussi JOCK FISTICK Gianluca Colla SUZANNE PLUNKETT Casper Hedberg Tomohiro Ohsumi Ramir Borja reuters Jean Chung Angel Navarrete Mario Proenca Sergio Moraes reuters, bloomberg reuters, bloomberg
António Larguesa 06 de abril de 2018 às 15:25

Portugal está na segunda metade da tabela (17º lugar de 28) dos países da União Europeia mais capazes de se adaptarem à transformação digital em curso na economia, sendo esta classificação afectada sobretudo pela dimensão do mercado digital português e pelo parâmetro da conectividade, que engloba indicadores como o rácio de utilizadores de Internet, as subscrições de serviços móveis ou a quantidade de servidores seguros.

 

Na edição de 2018 do "Enabling Digitalization Index" (EDI), Portugal sobe um lugar em relação ao ano passado e ocupa agora a 32.ª posição, em termos globais. Num total de 115 países avaliados pela francesa Euler Hermes, accionista da seguradora de créditos COSEC, as economias europeias ocupam metade do top10 e surgem mais dois países de língua portuguesa: Brasil (62º) e Moçambique (104º). Percorra a fotogaleria para conhecer as principais classificações.

 



Numa escala de zero a 100, Portugal obtém 52,7 pontos e surge imediatamente atrás da Lituânia e à frente do Qatar neste estudo anual. Das cinco principais variáveis, aquela em que o país pontua melhor – e surge até à frente da França ou da Bélgica – é a regulamentação (82,6/100), com o relatório a destacar que "um ambiente de negócios propício é um forte impulsionador para o financiamento, o investimento e o empreendedorismo".

Nas duas restantes, as infra-estruturas logísticas portuguesas merecem uma pontuação de 65,4 que, pelo menos comparativamente, é fraca – só três dos países que estão acima no ranking global é que têm um valor mais baixo –, enquanto ao nível do conhecimento (61,6) o panorama é um pouco menos sombrio. A qualidade da formação e educação superior nas empresas, o investimento em projectos de investigação (I&D) e as parcerias universitárias valem o "troféu" de superar os vizinhos e concorrentes directos de Espanha (58,7) e Itália (59,8). 


Foi precisamente para acelerar a digitalização do país que o Governo português e a tecnológica norte-americana Cisco assinaram em Março de 2018 um memorando de entendimento, válido para os próximos dois anos, em que vão "cooperar com o intuito de usufruir das oportunidades apresentadas por uma economia digital, impactando positivamente o crescimento do PIB, a educação, a inovação e a competitividade, assim como a inclusão social e a qualidade de vida".



Europa é espaço ideal para "vingar na era digital"

 

O amplo mercado, o forte ecossistema de conhecimento e o ambiente de negócios favorável – apresentadas como as "três grandes áreas alinhadas com as condições da transformação digital" – dão aos Estados Unidos a liderança neste ranking da flexibilidade para a digitalização. Na cauda da tabela surgem a Libéria (11,2), a Mauritânia (9,2) e o Chade (6,9), que no EDI 2018 mantêm os três lugares mais indesejados.

 

O estudo destaca a Europa Ocidental, encabeçada pela Alemanha, pelo "ambiente certo para os negócios vingarem na era digital", sendo que o Velho Continente mete 16 países nos 30 primeiros classificados. A empresa proprietária da seguradora líder em Portugal nos ramos de crédito e caução cita inclusive neste relatório os "benefícios" da construção e pertença à União Europeia, traduzidos em "práticas de negócio alinhadas, uma infra-estrutura logística avançada e um ecossistema de conhecimento mais forte".

Em entrevista ao Negócios e à Antena 1, em Fevereiro, Pedro Duarte, presidente do conselho estratégico da CIP para a economia digital, considerou que este tema pode ser um "desígnio nacional", mas tem de envolver toda a sociedade, acreditando mesmo que "Portugal pode ser o país mais pró-digital do mundo".




pub

Marketing Automation certified by E-GOI