Tecnologias Procurar emprego fora de Portugal, à distância de um clique

Procurar emprego fora de Portugal, à distância de um clique

Se quer – ou tem de – procurar emprego fora de Portugal, pode à distância de um clique encontrar vários pontos de partida, sobretudo se o seu destino for um país da União Europeia.
Procurar emprego fora de Portugal, à distância de um clique
Eva Gaspar 28 de fevereiro de 2013 às 10:00

Se quer – ou tem de – procurar emprego fora de Portugal, pode à distância de um clique encontrar vários pontos de partida, sobretudo se o seu destino for um país da União Europeia.

Comece por bater à porta do EURES. Este é o grande portal europeu da "mobilidade profissional" que oferece oportunidades de emprego, de estágio, de formação profissional e também informação essencial sobre como é viver e trabalhar, com os respectivos direitos e deveres, em 31 países europeus (aos 27 da União Europeia, juntam-se Noruega, Islândia, Liechtenstein e Suíça).

 
Tome nota

Se quer procurar trabalho num outro país, pode começar por contactar as respectivas embaixadas. Mas não espere muita informação, em especial nos sites, e esteja alertado para a probabilidade de nalguns casos ser a desincentivado a tomar essa iniciativa. É o caso do Luxemburgo, onde quase um terço da população activa é lusa ou luso-descendente activa.

O portal funciona em rede – em Portugal as suas actividades estão integradas no Instituto do Emprego e Formação Profissional– e dispõe de um motor de busca que lhe permite orientar a sua selecção por tipo de emprego, duração, e país (e região) desejados. As ofertas de emprego são actualizadas em tempo de real longo do dia, bem como o número de currículos e de empregadores, públicos e privados, registados. Para lhe dar um exemplo do que poderá encontrar, em 25 de Março de 2013 as ofertas de emprego ascendiam a 1, 520 milhões.

O EURES permite que se inscreva gratuitamente, criando o seu CV, que depois é tornado acessível aos empregadores registados e aos mais de 800 conselheiros da rede EURES, que prometem ajudar os empregadores a encontrar os candidatos adequados.

Há ainda o portal do emprego que oferece oportunidades por cá e na Europa comunitária, ainda que não muitas – cerca de 780 para mais de 78 mil candidatos registados (informação em 25/03/2013) .

Pode ainda consultar sites de empresas privadas de recrutamento à escala europeia. Dois exemplos com motores de busca relativamente sofisticados são o Eurobrussels vocacionado para actividades que circulam em órbita da União Europeia e das suas políticas, e o Eurojobs que oferece um leque muito mais alargado de oportunidades de trabalho.

Oportunidades para os mais jovens

 
Tome nota

No portal do IEFP encontra uma lista de "perguntas frequentes", e respectivas respostas, que pode ser um bom ponto de partida para quem procura emprego no estrangeiro, inclusive quando procura informação sobre "Deslocação e Alojamento".

O EURODESK centraliza informação europeia direccionada para os mais jovens e para os profissionais da área de juventude. Aqui poderá saber como pode participar no Programa Sócrates (Erasmus), continuar os estudos noutro país comunitário, participar num intercâmbio para trocar experiências e conhecer diferentes culturas ou obter informações sobre actividades de voluntariado nos vários países da União Europeia.

Em Portugal, o Eurodesk é difundido através do Instituto Português da Juventude e seus parceiros das Regiões Autónomas dos Açores e da Madeira.

Fora da União Europeia, mas sedeado em Estrasburgo onde reúne mensalmente o Parlamento Europeu, o Conselho da Europa é outro organismo internacional onde há algumas ofertas de emprego e de estágios, ainda que muitíssimo concorridas.

Se quer alargar o seu raio de busca a outros continentes ou a instituições internacionais como a ONU ou o Banco Mundial, clique aqui.

Trabalhar para a Europa

No portal "Trabalhar para a União Europeia" pode encontrar as ofertas de trabalho de todas as instituições da União, com concursos para funcionários permanentes (carreira geral) e concursos para funcionários não permanentes (agentes temporários, agentes contratuais, peritos nacionais destacados e especialistas).

As vagas são escassas, a concorrência é seguramente grande, como é também a perspectiva de uma carreira ou experiência interessantes. Se quiser ter uma ideia mais precisa das oportunidades de carreira que as instituições europeias lhe oferecem e do tipo de provas usado nos procedimentos de selecção clique aqui.

Se for mais jovem, dê também uma espreitadela aos muito concorridos e afamados estágios oferecidos pela Comissão Europeia.

Tenha em mente que, em regra, os estágios em instituições comunitárias têm duas "épocas" por ano, sendo que o prazo para apresentação de candidaturas termina em 1 de Setembro para os estágios com início no mês de Março do ano seguinte, e em 1 de Março para os estágios com início em Outubro.

 
Cidadania europeia: Conheça os seus direitos e deveres

Ser cidadão de um país da União Europeia confere-lhe direitos, mas também deveres, especiais quando se move para um outro Estado-membro. Aqui pode encontrar informações relevantes e muito práticas, designadamente sobre como procurar trabalho no estrangeiro sem perder o subsídio de desemprego que eventualmente esteja a receber, aceder a cuidados de saúde, obter autorizações de residência ou proceder ao pagamento de impostos.

 

 

Solvit: Resolver chatices burocráticas

É muito provável, para não dizer certo, que algures no seu percurso se depare com dificuldades burocráticas, ou porque não lhe reconhecem as qualificações académicas e/ou  profissionais, ou porque lhe pedem para pagar impostos a dobrar. Se suspeita que o seu problema se deve a um problema de aplicação da legislação comunitária que enquadra os seus direito e deveres, o Solvit   pode ajudar. Há um centro Solvit em todos os Estados-membros da União Europeia (assim como na Noruega, na Islândia e no Liechtenstein) aberto a cidadãos e empresas.

 

Os centros estão sedeados na Administração Pública nacional - em Portugal estão na dependência do Ministério dos Negócios Estrangeiros - e prometem, e muitas vezes cumprem, "soluções reais para problemas concretos, num curto espaço de tempo - dez semanas".

 

O Solvit não trata de queixas meramente nacionais. Tem obrigatoriamente que haver dois Estados-membros envolvidos. E é gratuito.