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Programa Activar Portugal da Microsoft gerou 500 ofertas de emprego efetivas

O director-geral da Microsoft Portugal, João Couto, disse hoje à Lusa que o primeiro balanço do programa Activar Portugal, lançado pela empresa em maio passado, é "muito positivo" e que contou com 500 ofertas de emprego efectivas.

Lusa 16 de Dezembro de 2014 às 09:07
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"O balanço é muito positivo", disse o director-geral da tecnológica, adiantando que até 26 de Novembro havia "cerca de 70.000 visitas ao 'site', 4.171 pessoas tinham colocado o seu CV [curriculum] na plataforma", contando com "739 ofertas de emprego colocadas por 253 parceiros, dos quais 500 foram fechadas".

 

Ou seja, foram gerados 500 empregos, o que inclui "pessoas que encontraram trabalho ou que mudaram de emprego", no âmbito do programa Activar Portugal, que é um portal de conteúdos com a oferta de formação Microsoft, que inclui um 'job marketplace', onde os candidatos a um emprego podem registar-se e colocar o seu CV e as empresas podem anunciar as suas ofertas.

 

O objectivo deste programa é dotar os profissionais portugueses de mais competências na área das tecnologias de informação, desde os níveis mais básicos aos mais avançados nas plataformas Microsoft.

 

"O Activar Portugal tem duas componentes: a oferta e procura de emprego e a certificação e formação para que as pessoas possam melhorar as suas qualificações em tecnologias de informação", sublinhou João Couto.

 

Este programa é dirigido a todos os profissionais, de todas as idades, com ou sem experiência, e que tenham formação, preferencialmente, na área da engenharia.

 

"Quando lançámos o programa Activar Portugal tínhamos cerca de 5.000 ofertas de emprego por satisfazer na área das tecnologias de informação em Portugal. À data de hoje continuamos com 5.000, o número é o mesmo, não conseguimos reduzir o número de ofertas", salientou.

 

Esta insuficiência deve-se a um "défice de formação", disse João Couto, apontando que há profissionais, "mas não são suficientes".

 

Esta primeira fase do Activar Portugal não tem limite de duração e a Microsoft espera formar 10.000 profissionais em tecnologias de informação em três anos, até 2017.

 

Apesar deste número, João Couto adianta que "o objectivo não é ambicioso", tendo em conta que haverá um défice de 900.000 profissionais do sector na Europa até 2017, segundo estimativas da Comissão Europeia.

 

Sobre o memorando de entendimento assinado sobre 'cloud computing' [computação em nuvem], João Couto disse que foi criado um grupo de trabalho com várias entidades, o qual "já está a funcionar".

 

Um dos compromissos deste acordo "era que iríamos reforçar o nosso centro empresarial de suporte, o que já fizemos", tendo actualmente "150 colaboradores", adiantou.

 

"Temos um plano de expansão até 200 [colaboradores] até Junho de 2015. Estamos a seguir o plano à risca", sublinhou, adiantando que, "provavelmente", entre Janeiro e Fevereiro a tecnológica irá fazer "um balanço do memorando", incluindo os resultados do grupo de trabalho.

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