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Programa e-escolas dá 100 milhões aos operadores móveis

O programa e-escolas vai contribuir este ano com 100 milhões de euros para as receitas dos operadores móveis, qualquer coisa como 3% do total, afirmou ontem António Carrapatoso, presidente da Vodafone.

Alexandra Machado amachado@negocios.pt 27 de Março de 2009 às 07:33
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O programa e-escolas vai contribuir este ano com 100 milhões de euros para as receitas dos operadores móveis, qualquer coisa como 3% do total, afirmou ontem António Carrapatoso, presidente da Vodafone.

Segundo as projecções apresentadas pelo gestor, o mercado móvel terminou 2008 com um volume de negócios de 3,35 mil milhões de euros, com a Vodafone a aparecer com uma quota arredondada de 40%, o que compara com os 42% da TMN e 18% da Optimus.

A evolução do segmento móvel será decisiva para o decréscimo do mercado das telecomunicações em Portugal, ainda que, no entanto, haja segmentos em crescimento.

Apesar de não crescer em valor, diz o responsável da operadora móvel, “não quer dizer que esteja estagnado, há mais inovação, há mais tráfego, melhores preços”.

Se em 2008 o valor estimado para o mercado foi de 6,43 mil milhões de euros, o presidente da Vodafone admite que em 2011 passará para 6,33 mil milhões de euros.

Isto vai acontecer com a consequente redução do valor de mercado dos móveis, que passarão de 3,35 para 3,12 mil milhões de euros e a continuada queda no retalho fixo, que passará de 940 para 710 milhões de euros.

Nos móveis, assiste-se, diz o responsável, a uma continuada descida nos preços médios por minuto que em 2008 caíram 12% e este ano, apesar da subida dos preços em 2,5% que os operadores realizaram, vai voltar a cair 10%.

Três serão, pois, os segmentos a crescer. A actividade grossista fixa, que passa de 680 para 730 milhões de euros e em maior escala a área de televisão e de Internet.

Na televisão, Carrapatoso apontou para um crescimento para 810 milhões de euros, face aos 640 milhões em 2008 e na Internet o mercado chegará aos 960 milhões, o que compara com os 820 milhões no ano passado.

“O mercado no seu conjunto não vai crescer nominalmente”, antecipou António Carrapatoso, no jantar-debate da APDC (Associação Portuguesa para a Defesa das Comunicações).

O decréscimo dos móveis é atribuído pelo responsável da Vodafone Portugal às pressões competitivas e à regulação, quer em relação às tarifas de terminação quer ao roaming.

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