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Projecto da Intel em Matosinhos terá custo inicial de 80 milhões de euros

A produção do primeiro computador portátil português com processadores e concepção da Intel terá um custo inicial superior a 80 milhões de euros, já que o custo de produção de cada um dos quase 500 mil computadores rondará os 180 euros.

Miguel Prado miguelprado@negocios.pt 30 de Julho de 2008 às 14:19
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A produção do primeiro computador portátil português com processadores e concepção da Intel terá um custo inicial superior a 80 milhões de euros, já que o custo de produção de cada um dos quase 500 mil computadores rondará os 180 euros.

O projecto foi hoje apresentado publicamente e consiste na produção em Matosinhos, na fábrica da portuguesa JP Sá Couto, de computadores portáteis de baixo custo destinados a crianças do primeiro ciclo do ensino básico.

“Este computador terá numa fase inicial, em Setembro, 30% de incorporação nacional, mas o nosso objectivo é que no final do ano tenha 100% de incorporação nacional, tirando o processador da Intel”, explicou o primeiro-ministro, José Sócrates.

A diferença entre os custos de produção e o valor de disponibilização dos computadores será suportada maioritariamente pelos privados, garantiu Sócrates, em declarações aos jornalistas.

O que o Estado pagará dependerá dos contratos de ligações de Internet que os operadores de telecomunicações venham a conseguir com a sua participação neste projecto. Quanto mais ligações forem contratadas, menor será o encargo do Estado.

Apresentado como um consórcio maioritariamente português (entram a JP Sá Couto e a Inforlândia, por exemplo), o projecto ligado ao Magalhães (assim se chamará este novo produto) foi hoje lançado com a assinatura de uma série de memorandos de entendimento e protocolos entre privados e o Estado.

A JP Sá Couto assinou um acordo com a Elite Group Computer System para a transferência de tecnologia para a sua fábrica de Matosinhos, tendo a empresa portuguesa assinado igualmente um protocolo com a Prologica que estenderá a parceria que as duas entidades já tinham no âmbito do programa e-Escolas.

Agora o Governo pretende aplicar o e-Escolas ao primeiro ciclo, criando o programa e-Escolinhas, para o que contará com o apoio da Portugal Telecom, da Zon, da Vofafone e da Sonaecom.

José Sócrates anunciou que o Magalhães será disponibilizado a partir de Setembro às crianças portuguesas. Será gratuito para alunos de famílias que beneficiem do apoio social escolar de primeiro escalão, custará 20 euros para famílias do segundo escalão e terá um preço de 50 euros para os restantes alunos.

O presidente da Intel, Craig Barrett, comentou em Lisboa a importância deste lançamento.

“O entusiasmante hoje aqui é que estamos a comemorar acções e não estamos apenas para falar”, afirmou. Salientando a importância de garantir o acesso à tecnologia e às ligações de Internet de banda larga, Barrett disse que o factor crítico de sucesso desta iniciativa serão os professores, já que o objectivo do Governo é que o computador possa ser usado durante as aulas. “É preciso assegurar que o professor está familiarizado com a tecnologia”, recomendou o ‘chairman’ da Intel.

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