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PT e Telefónica Móviles baixam investimentos no Brasil

A Portugal Telecom (PT) e a sua parceira no Brasil, Telefónica Móviles, pretendem abrandar os investimentos no país com o objectivo de melhorar a rentabilidade das margens. Os investimentos realizados no Brasil devem cair 20% em 2006 e deverá registar-se

Sara Antunes saraantunes@negocios.pt 13 de Dezembro de 2005 às 09:15
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A Portugal Telecom (PT) e a sua parceira no Brasil, Telefónica Móviles, pretendem abrandar os investimentos no país com o objectivo de melhorar a rentabilidade das margens. Os investimentos realizados no Brasil devem cair 20% em 2006 e deverá registar-se já uma recuperação nas margens.

As duas empresa têm previstos investimentos que rondam os 800 milhões de euros para este ano no Brasil e segundo a estratégia desenhada em 2006, esta soma deverá ser reduzida em 20%, descendo para níveis inferiores aos observados em 2004, segundo noticia hoje o jornal «Cinco Días».

A nova estratégia estabelecida deve-se à queda das margens no Brasil, uma consequência do aumento da concorrência no mercado brasileiro.

O plano que foi traçado estabelece metas até 2014 e observa-se, de acordo com o mesmo jornal, uma redução dos investimentos em 2006 e uma manutenção dos níveis de contenção a partir dessa altura.

O objectivo é o de melhorar a rentabilidade. A entrada de novos operadores e o consequente aumento da concorrência provocaram uma queda das margens das empresas nos últimos meses.

A nova estratégia que será implementada no Brasil deverá alterar o cenário, com uma recuperação que será iniciada nas operadoras mais pequenas até chegar à maior de todas, a de São Paulo, segundo o «Cinco Días».

Para as três operadoras que dependem da Telesudeste e da CRT – que mais tarde passarão a integrar e a reportar directamente à Vivo – a meta é a de elevar a margem de EBITDA a partir do ano que vem desde o mínimo de 26% até superar a barreira dos 30% a partir de 2008.

As operadoras Tele Centro Oeste devem registar uma queda para os 33% este ano, um nível que devem manter em 2006, mas no ano seguinte esperam inverter esta tendência e devem voltar aos níveis de 2004 (40%).

A Telesp Celular só deverá conseguir inverter a tendência de queda das margens em 2007 registando uma queda este ano e no próximo. Em 2008, deverá registar-se uma melhoria significativa da margem para os 30% e até 2012 deve atingir os 40%.

Aumento da concorrência

As previsões da PT e da Telefónica Móviles apontam para um aumento da concorrência essencialmente entre 2005 e 2006, com uma estabilização do mercado a partir de então. Contudo as participadas deverão perder quotas de mercado.

As quotas de mercado que actualmente rondam os 50% nas participadas brasileiras, deverão cair para os 40%. Apesar da queda das quotas de mercado as duas parceiras não prevêem uma queda nos lucros no Brasil, pelo contrários, os resultados deverão continuar a crescer, de acordo com o «Cinco Días».

As acções da PT seguiam a descer 0,86% para os 8,10 euros.

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