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PT pode reduzir custos na ordem dos 20 milhões de euros

O grupo Portugal Telecom constituiu a PT Pro para gerir os custos das várias participadas, estimando-se, em ano cruzeiro, que as poupanças atinjam os 20 milhões de euros, disse Zeinal Bava, administrador financeiro da operadora.

Negócios negocios@negocios.pt 24 de Junho de 2003 às 20:12
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O grupo Portugal Telecom constituiu a PT Pro para gerir os custos das várias participadas, estimando-se, em ano cruzeiro, que as poupanças atinjam os 20 milhões de euros, disse Zeinal Bava, administrador financeiro da operadora.

A PT Pro vai permitir à operadora de telecomunicações nacional poupar com a fusão de plataformas únicas das várias participadas, como por exemplo, a instalação de um sistema informático único para a área financeira, referiu Zeinal Bava, à margem da conferência de imprensa que seguiu a apresentação aos analistas da estratégia para este ano e 2004.

Com esta iniciativa, a PT vai controlar melhor os custos da empresa, de modo a atingir poupanças de estrutura de 20 milhões de euros.

«Acredito que, com a redução de custos, o grupo está em condições para melhorar a rentabilidade», adiantou Miguel Horta e Costa.

Como curiosidade, Miguel Horta e Costa, presidente executivo da PT, destacou a importância crescente da empresa a nível global, exemplo disso é ter estado presente na conferência com analistas e investidores no chamado «Dia do Investidor 2003», entre «4 a 4,5% do Produto Interno Bruto (PIB) europeu.

Para este ano, além da quebra dos custos, a PT aposta no aumento das margens e das receitas médias mensais, continuação da redução dos investimentos que vão ficar entre os 700 a 750 milhões de euros, bem como a redução da perda de clientes para outros concorrentes com um aumento na aposta de fidelização.

A redução da dívida e o aumento da remuneração dos accionistas foram outras das promessas avançadas aos analistas e investidores para este ano.

Esta estratégia é também resultado do EBITDA, ou «cash flow» operacional, «estar sob pressão», disse Miguel Horta e Costa.

Fixo com menos desistências desde Janeiro

Na área do fixo, em matéria de fidelização, a operadora está a ter bons resultados. «Tivemos, em 2002, 16 mil desistências na rede fixa, mas nos últimos seis meses, o número de desistências ficou-se nos 7,3 mil», frisou Horta e Costa.

Até ao mês de Maio, a PT Comunicações, operadora da rede fixa, detinha 78 mil clientes de Internet de banda larga (ADSL) e acrescentava sete novos clientes por mês.

Na área multimedia, a PT, através da TV Cabo, por seu lado, somou até Maio mais 50 mil novos clientes.

Nestes segmentos, as receitas médias por cliente podem aumentar com o incremento do «cross-selling» entre as várias unidades de negócio.

PT alcança objectivos em 2002

O presidente executivo lembrou que os objectivos delineados no ano passado no dia do investidor foram alcançados pela operadora.

Foi alcançado um crescimento do EBITDA de 5%, em linha com os objectivos, «apesar das condições adversas de mercado e da queda do real», disse Horta e Costa.

A redução dos investimentos e da dívida superou as estimativas de quebra de 20%. Em 2002, os investimentos caíram 41%, sem prejudicar a expansão da actividade e, sendo que o nível de dívida ficou-se nos quatro mil milhões de euros, mais 500 milhões de euros do que o previsto reduzir pela empresa.

PT não quer oferecer voz pelo cabo

Para este ano, a regulação vai constituir um desafio para o grupo, com o presidente da PT a reforçar a ideia que «é importante que a regulação não destrua valor accionista» à operadora, fazendo alusão à eventual decisão do regulador em obrigar a PT a sair do capital da TV Cabo.

Sobre esta questão, Horta e Costa referiu que o objectivo da empresa «não é prestar serviços de voz pelo cabo», facto que poderá ser uma das condições do regulador para que haja uma maior concorrência nas telecomunicações.

A prestação deste serviço «destruiria valor para o grupo», sublinhou a mesma fonte.

Lembrou que na voz, fixa e móvel, a operadora detém uma quota média de 60%, que não é tão significativa como a quota no fixo de 90% nem tão baixa como a de 45% no móvel.

As acções da PT terminaram a cair 2,33% para os 6,30 euros.

Por Bárbara Leite

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