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"Valor" do Facebook cada vez mais elevado

O Facebook já vale 33,7 mil milhões de dólares, isto com base nas transacções realizadas no mercado secundário.

Negócios negocios@negocios.pt 25 de Agosto de 2010 às 10:31
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A empresa responsável pela popular rede social tem assim um valor implícito mais alto do que as capitalizações bolsistas de empresas de Internet cotadas, como a Yahoo e o site de leilões eBay, salienta o “Financial Times”.

As acções ordinárias do Facebook negoceiam nos 76 dólares, numa altura em que os investidores se “acotovelam” para terem uma participação na empresa antes de esta realizar a sua entrada em bolsa – os analistas dizem que poderá ser o maior IPO de uma tecnológica desde a introdução em bolsa da Google, em 2004, numa operação de 1,67 mil milhões de dólares.

A crescente avaliação do Facebook face a outras cotadas do sector indica uma nova dinâmica entre as empresas de tecnologia e os investidores, sublinha o “FT”.

Se bem que o Facebook e muitas outras empresas bem sucedidas de Silicon Valley, como a Twitter, LinkedIn e Zynga, estejam a adiar os seus IPO devido ao fraco apetite percepcionado nos mercados públicos, alguns investidores não ficam à espera. Eles estão a comprar posições em empresas tecnológicas enquanto estas ainda são privadas, na esperança de que as suas entradas em bolsa possam fazer o preço das acções subir ainda mais.

O Facebook, que é apoiado por um misto de capitalistas de risco e empresas de investimento, indicou que a empresa não estará cotada em bolsa pelo menos até 2012. No entanto, tanto os seus colaboradores como investidores são livres de venderem as suas acções e, na ausência de um IPO para já, muitos estão a fazê-lo como forma de conseguirem liquidez, explica a publicação britânica.

Fontes ligadas à empresa comentaram ao “Financial Times” que o preço das acções do Facebook no mercado secundário tem estado a subir porque as acções disponíveis são poucas e não há um conhecimento transparente do seu desempenho financeiro.

O Facebook, fundado e liderado por Mark Zuckerberg, tem procurado conter a transacção das suas acções ordinárias. Como empresa privada que ainda é, deve limitar o número de accionistas a não mais de 500 e fontes próximas da empresa dizem que os detentores de acções estão bem abaixo desse limiar.

No entanto, num esforço para limitar o número de novos accionistas, o Facebook está a exercer o seu direito de preferência para recomprar as suas próprias acções, muitas vezes passando esse direito a um investidor já existente, tal como a empresa de investimento Tiger Global, diz ainda o “FT”.

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