Tecnologias Receitas da Alphabet no quarto trimestre desiludem mercado

Receitas da Alphabet no quarto trimestre desiludem mercado

A gigante tecnológica Alphabet, que detém a Google e o Youtube, registou no seu quarto trimestre fiscal receitas aquém do estimado pelos analistas, seguindo a perder terreno na negociação do "after hours". Isto apesar de lucros superiores às expectativas.
Receitas da Alphabet no quarto trimestre desiludem mercado
reuters
Carla Pedro 03 de fevereiro de 2020 às 23:27

A Alphabet – que substituiu a Google em bolsa e que a detém a 100% – reportou esta segunda-feira à noite os resultados do seu quarto trimestre fiscal, tendo o volume de negócios sido inferior às projecções dos analistas.

 

Sem contabilizar os custos por aquisição de tráfego (TAC, na sigla em inglês), as receitas foram de 37,6 mil milhões de dólares – abaixo da estimativa média do consenso de mercado, de 38,4 mil milhões de dólares.

 

As receitas contabilizando os pagamentos a parceiros – os custos de aquisição de tráfego – ascenderam a 46,08 mil milhões de dólares, mais 17% do que entre outubro e dezembro de 2018 (39,3 mil milhões) mas inferior aos 46,94 mil milhões esperados pelos analistas.

 

No total de 2019, o volume de negócios foi de 161,85 mil milhões de dólares, mais 18% do que em 2018, quando se fixou nos 136,8 mil milhões.

 

Já o lucro do quarto trimestre foi de 10,67 mil milhões de dólares, ou 15,35 dólares por ação – bem acima dos 12,49 dólares estimados pelos analistas inquiridos pela FactSet. No acumulado do ano, o lucro por ação foi de 49,16 dólares.

 

Uma novidade na empresa agora liderada por Sundar Pichai foi a desagregação dos números da "cloud" e do YouTube.

 

As receitas do seu motor de busca Google aumentaram 16,5% no quarto trimestre e elevaram-se para 27 mil milhões no conjunto do ano contra os 23 mil milhões reportados em 2018.

 

Já o negócio da nuvem apresentou receitas de 8,9 mil milhões de dólares referentes ao ano passado, uma escalada de 53% face a 2018 e o dobro de 2017.

 

Quanto ao YouTube, as receitas de 2019 dispararam 35,8% para 15,14 mil milhões face a 2018 e praticamente duplicaram as vendas de 2017 – e a empresa diz agora ter mais de 20 milhões de subscritores pagantes.

 

No entanto, o facto de as receitas terem ficado aquém do esperado está a pesar e os analistas estão a castigar a empresa em bolsa. Na negociação fora do horário regular em Wall Street, os títulos da tecnológica seguem a ceder 4,42% para 1.417 dólares, isto depois de terem encerrado a sessão formal desta segunda-feira a somar 3,48% para 1.482,60 dólares.

 

Estes foram os primeiros resultados da Alphabet já com Sundar Pichai nas rédeas. Em inícios de dezembro passado, Larry Page e Sergey Brin, co-fundadores da Google, anunciaram que iriam vão deixar, respetivamente, os seus cargos de CEO e presidente da Alphabet, casa-mãe do motor de busca.

 

Sundar Pichai passou assim a acumular a presidência executiva de ambas as empresas. Pichai, que em 2014 assumiu o cargo de vice-presidente da Google e no ano seguinte foi promovido a CEO, fica assim também aos comandas da Alphabet – a "holding" entretanto criada para agrupar as várias empresas do grupo.

 

Tanto Page como Brin, que são os maiores acionistas da Alphabet, continuam a fazer parte do conselho de administração da empresa.




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