Tecnologias Receitas e utilizadores do Facebook aumentam mas rede social derrapa em bolsa

Receitas e utilizadores do Facebook aumentam mas rede social derrapa em bolsa

A tecnológica liderada por Mark Zuckerberg reportou os resultados do seu quarto trimestre fiscal, com um volume de negócios acima do esperado e um aumento do número de utilizadores também superior às estimativas. Ainda assim, cai quase 7% em bolsa.
Receitas e utilizadores do Facebook aumentam mas rede social derrapa em bolsa
Carla Pedro 29 de janeiro de 2020 às 22:12

As receitas da empresa sediada em Menlo Park (Califórnia) aumentaram 25% no quarto trimestre do ano passado, face ao período homólogo de 2018, para 21,1 mil milhões de dólares, quando a projecção média apontada pelos analistas inquiridos pela Bloomberg era de 20,9 mil milhões.

 

Já os lucros foram inferiores às previsões dos analistas. A empresa registou um resultado líquido de 7,34 mil milhões de dólares (contra 7,8 mil milhões no mesmo trimestre do ano precedente), correspondendo a 2,38 dólares por ação – quando os analistas auscultados pela FactSet esperavam que esse valor fosse de 2,53 dólares.

 

No que diz respeito à audiência de "Facebookianos", a empresa anunciou um incremento acima do esperado: o número total de utilizadores mensais ativos subiu para 2,50 mil milhões quando o consenso do mercado apontava para 2,49 mil milhões.

 

Os utilizadores diários do Facebook aumentaram em 9% entre outubro e dezembro, para 1,66 mil milhões, contra 1,62 mil milhões no trimestre anterior.

 

Apesar dos bons dados da faturação e do número de utilizadores, a empresa liderada por Mark Zuckerberg segue a perder terreno em bolsa, talvez porque a fasquia das expectativas estava demasiado alta.

 

"Talvez o Facebook não tenha superado de forma extraordinária as expectativas, como tem feito nos últimos anos. E isso será cada vez mais difícil, atendendo à dimensão da empresa", sublinha a Bloomberg na sua análise.

 

As ações seguem a cair no "after-hours" da negociação da bolsa nova-iorquina, com um recuo de 6,68% para 208,32 dólares, depois de encerrarem a sessão regular desta quarta-feira a somarem 2,50% para 223,23 dólares.

 

Outras cotadas das redes sociais estão também a ceder terreno: os títulos da Snap (dona da aplicação Snapchat) recuam 1,8%, os do Twitter perder 1,2% e os do Pinterest caem 1,4%.




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